terça-feira, 30 de novembro de 2010

Esta semana começou de maneira caotica! Para começar a renovação do meu Titre de séjour que é feita a cada ano. é sempre a mesma historia, a mesma novela com a prefeitura. Tenho que fornecer mil papéis, cada ano que passa o dossier fica ainda mais detalhado. Preciso comprovantes de renda, assinatura do meu diretor de tese em um documento que prove que eu sou boa aluna e que estou avançando na minha pesquisa, comprovante de residência, comprovante que estou inscrita na faculdade, diplomas anteriores... e por ai vai. Estava as voltas com o banco, não deu certo, na raiva fechei a minha conta na hora!!! Acredito que tomei a decisão certa, pois ja tive mil outros problemas com este mesmo banco e então decidi que ja era tempo de dar um pé na bunda deles! Evidente que eu vou me incomodar do meu lado, tenho que trocar as informacoes para todas as empresas que trabalho com débito/crédito em conta, internet, celular, seguro, salario... no total são uns 10 lugares, mas faço tudo para não dar mais comissão para o pessoal do meu EX-banco!
Sou assim, posso até me incomodar mais, mas não vou deixar meu rico e suado dinheirinho na mão dessa gentinha!

Quando começo a ficar estressada meu corpo pede para descarregar as energias. Sim, estou falando de correr no parque. Estava pensando se encarava o frio e continuava correndo ou fazia um break nas semanas mais frias, mas estou vendo que vou continuar. Estamos em zona de alerta vermelho, esta prevista uma nevasca para esta noite e amanhã de manhã e as temperaturas devem baixar até -10°C.
Li em um blog blog.jiwok.com (esta em francês) que devemos correr no inverno sim, nem que seja uma vez por semana, caso contrario o corpo vai "esquecendo" todo o trabalho realizado nos ultimos tempos. Ja que sou a tartaruguinha do parque, acho que não tem como baixar muito a minha velocidade, mas é verdade que aguento bastante tempo sem cansar, graças ao tempo que pratico. No começo mal conseguia correr 10min sem ficar sem fôlego, nem faz tanto tempo, foi em abril que comecei a dar os meus primeiros trotes.
Nesta tabela são apresentadas as previsões para os proximos dias, desejem-me sorte.
Date 0/12h 12/24h Vent mini* maxi* temps/écarts saisonniers des températures*
Mar.
30
Couvert Couvert Variable
Faible
-4/-3° 1/ Quelques flocons possibles à la mi-journée et de nouveau en soirée ainsi que dans la nuit avec un risque de neige lourde et abondante – attention car un redoux est prévu en altitude ce qui rend la prévision de la limite pluie/neige difficile – Iso. 0°C à midi : en plaine -6°
Mer.
1
Neige forte Neige forte Nord-Ouest
Faible
0/-1° 0/ ATTENTION : Chutes de neige abondantes attendues dans la nuit puis dans le courant de la matinée, jusque dans l’après-midi – on surveillera la limite pluie/neige qui pourrait temporairement remonter à la mi-journée -7°
Jeu.
2
Très nuageux Très nuageux Variable
Faible
-9/-6° -3/-1° Plus froid mais calme -9°
Ven.
3
Averse de neige faible Neige faible Variable
Faible
-9/-7° -3/-2° Très froid – quelques chutes de neige sont de nouveau envisagées -8°
Sam.
4
Brume Peu nuageux Sud
Faible
-12/-8° 0/ Fortes gelées matinales puis soleil -5°
Dim.
5
Couvert Pluie verglaçante Sud
Faible
-4/-2° 0/ Régression du froid et retour des précipitations – risque de verglas -5°

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Primeira neve

Esta semana veio apresentando temperaturas cada vez mais baixas até que hoje cuminou com os floquinhos caindo. Estavam anunciando a neve para quinta e como nada aconteceu, estava meio descrente. Hoje de manhã saio de casa e vejo a paisagem assim:



quinta-feira, 25 de novembro de 2010

C'est le bordel chez moi!

Essa é uma expressão francesa para quando se quer dizer que a casa ta uma zona! Eu adoro a comparação de bordel e bagunça, no começo fiquei meio na duvida se era alguma coisa dizivel ou se passava por uma linguagem coloquial. Enfim, todo mundo fala assim, sem mais pudores hehe

Isso tudo para dizer que la em casa ta dificil de achar qualquer coisa. A bagunça esta chegando a niveis estratoféricos. Não tenho tido tempo de arrumar, não tenho espaço para guardar tudo então tem muita coisa rolando pelo chão, pelo sofa, pela cozinha... Hoje meu namorido me saiu com uma: Bah, acho que terei que comprar um gorro, não acho o meu. Eu prontamente respondi: e tu ja pensaste em procurar? E ele: Nem sei por onde começar!
Então o que acontece é que usamos sempre as mesmas roupas, os mesmos calçados, são aqueles que estão mais a mão. Até eu me encorajar a fazer a re-organização das coisas la em casa, ficamos neste estado critico.

Hoje foi um dia em que perdi a paciência! Não consigo mais morar em lugares minusculos, é muito dificil de manter uma certa organização. Moramos praticamente num acampamento cigano e por enquanto, enquanto somos estudantes, é o que o dinheiro da para pagar. Mas haja paciência: meia hora para encontrar as minhas luvas mais quentes de inverno enquanto ja estava atrasada para vir no campus!

Esse desenho* representa um pouco do que vivo aqui. Ao menos tento encarar com humor hehe
Ele: O que tu ta fazendo?
Ela: Procurando as minhas botas.

*http://lapinobservateur.over-blog.com/


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Atualização: O namorado achou o gorro, o ap continua uma zona, mas em um grau um pouco menor.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Evoluindo...

Essa semana começou bem, consegui varios dados importantes para a minha pesquisa através das entrevistas que eu fiz (agora so falta transcrever :s ). Isso me da mais motivação para continuar pois sinto que a pesquisa esta sendo util para alguma coisa, que vai servir e que as pessoas envolvidas estão interessadas nos resultados. Oba!! A minha auto estima baixa me prejudica nisto, pois muitas vezes me sinto inutil, incapaz e acho que nada do que eu faço vai ter uma serventia. Mas os fatos me mostram que não é bem assim, claro que alguns ajustes serão feitos, mas o principal é que o trem siga o seu rumo. Não da mais para parar.
Ontem tive uma reunião com o meu diretor de tese. 2h falando do meu trabalho!!! Mas sai de la confiante. Ele, não esta 100% de acordo com as minhas idéias, mas me deu dicas uteis e disse que me apoia em qualquer linha que eu tomar. Eu acho importante esses momentos de discussão porque na tese és tu o responsavel pelo trabalho final, o diretor so te guia. Como poderei escrever sobre algo que não acredito, ou seja, adotar teorias com as quais eu não concordo? Cedi um pouco e ele também e estamos de acordo, tudo se negocia com uma boa argumentação. No final quem vai defender o trabalho sou eu não é mesmo? Esse meu ponto de vista é para pesquisas em ciências humanas aplicadas, ja para os especialistas em ciências "duras" deve ser um pouco diferente, pois os objetos de estudo são mais precisos.

Então com tanta coisa rolando, tantas idéias fervilhando na minha cabeça, tanta motivação se reflete no meu corpo. Ontem fez muito frio, uns 3°C, e estava chovendo, aquela chuvinha fininha com um pouco de vento tipica de inverno. Cheguei em casa as 18h muito pilhada!!! Queria correr.. precisava gastar! Mas o frio me impedia, então fui lavar a louça, fui lavar a roupa e depois de tudo isso ainda sobrava energia. Resolvi me lançar, coloquei meu casaco impermeavel com touquinha (liiiiiiindo!! não não é lindo, mas é pratico), minhas luvas, minhas calças de jogging e fui achando que seria a unica corajosa a correr no parque. Que nada, estava cheio!!! Outros tantos corajosos como eu estavam la fazendo seus treinos. Uma coisa que eu percebi é que a medida que as temperaturas baixam, os corredores por hobby abandonam e ficam os mais experientes. Porque eu sei disso? Porque eles me ultrapassam o tempo todo, sou a tartaruga do parque, mas nem ligo. So o fato de estar la ja me faz muito bem e durmo melhor ainda. Bendito sono!!!!
*****
Ah, queria dizer também que estou mais engajada na perda dos quilos a mais adquiridos no ultimo ano. Foram tantas coisas que influenciaram, stress, saida da academia, ida ao Brasil, relaxamento mesmo. Antes cuidava mais do que comia e depois fui me largando achando que  nada de ruim poderia acontecer. Mas aconteceu... minha cintura estava ficando quadrada e as roupas que eu gostava de usar não estavam ficando legais. Comecei a comprar roupas mais largas para tentar me enganar, mas não adianta tenho que encarar o problema de frente. E como estou numa maré muito boa resolvi agir. Encontrei um blog muito legal, da Lu francesa que mostra como ela teve força de vontade para perder mais de 40kg! Como ela mesma diz, o mais dificil não é emagrecer, mas se manter no peso depois de atingido. Sempre fui aderente do efeito sanfona, nunca tive o tipo fisico longilineo, sou grande e por isso não via ou não queria ver o peso aumentando (tenho pavor de balanças! me deprimem!) O pior é que para mim, o ganho de peso esta diretamente ligado com o estado emocional, se estou meio para baixo compenso na comida.
Tive dois momentos na vida nos quais engordei muito. Um na época do colégio, em que troquei de escola e tinha poucos amigos. Sofri muito, tinha 15 anos. Como usava uniforme não percebia, mas quando via minhas fotos via que estava um botinho. A minha mãe me ajudou muito nesta fase, compramos uma bicicleta ergométrica e planejamos dietas baseadas em revistas tipo Boa Forma. Consegui perder os kg e troquei de colégio. Me mantive mais ou menos estavel até os 23 anos quando tive que preparar o meu trabalho de conclusão da faculdade. Trabalhava muito, comia xis todos os dias, esporte zero. Faltava tempo para me cuidar e a tensão de cumprir prazos, não me deixava pensar em outra coisa, muito menos em mim e na minha forma (de barril). Somado a isso uma desilusão amorosa diminuia ainda mais o meu amor proprio. Quando entreguei o trabalho resolvi me engajar numa dieta super radical. Afinal, minha festa de formatura estava proxima, seria dali a 2 meses. Não aconselho ninguém a fazer o que eu fiz, pois me sentia fraca, mas a vontade de caber no vestido que eu tinha comprado (tamanho 40) era uma motivação mais. Por milagre não fiquei doente. Comia sopa todos os dias, so variava o ingredientes, de lanche umas bolachinhas de agua e sal e a noite sopa ou salada (as vezes tinha direito a um pedaço de carne). Também cortei o consumo de alcool. Tomei um moderador de apetite aconselhado por uma médica. Como ela me preveniu dos riscos, tomava dia sim, dia não (morria de medo de me viciar ou ter algum dos problemas descritos na bula). No segundo mês ja nao estava mais tomando, pois o remédio me deixava muito agitada e as vezes me dava insônia. O lado bom é que eu consegui atingir a meta em pouco tempo, mas acho que se deve mais a minha força de vontade mesmo. Fiquei tão feliz de ser capaz disso, que mudei a minha alimentação, ja me permetia um chopp com as amigas de vez em quando e comia normalmente, mas moderadamente. Eu sei o que engorda, eu sei o que devo evitar. Na minha experiência, pães e doces são os vilões.
Passado um ano, cheguei na França perdi mais alguns kg, mudança de rotina, de alimentação, morar sozinha. Estava bem fisicamente, mas de uns tempos para ca a coisa degringolou. Não estou gorda, mas acho que podia ficar melhor. Gostaria de perder uns 8kg, mas é uma suposição pois não me peso com frequência. So sei que quero caber numa calça tamanho 40 de novo! Atualmente uso 42 e as vezes fica justo. Para as baixinhas é muito, mas para mim que tenho 1,75m não é tanto, em uns 6 meses creio que consigo perdê-los de maneira saudavel.

Annecy - Haute Savoie

Esses ultimos dias foram bem corridos. Eu tive algumas entrevistas para a minha pesquisa. Fui a Annecy, que é uma cidade linda perto daqui. Tem um grande lago, chamado Lac d'Annecy que segundo as indicações possui as aguas mais limpidas dos Alpes. Realmente é de um azul claro indescritivel. Ja tinha ido algumas vezes, pois não fica muito longe de Grenoble, mas era para fazer turismo mesmo. Agora que estava indo a trabalho percebi que poderia morar la facilmente, quem sabe um dia, né?
Annecy fica no departamento da Haute-Savoie, nos Alpes, além das belezas naturais acho a cidade muito organizada, as pessoas super simpaticas e receptivas, ok, comparado com a França, não com o Brasil.


Conversando com um colega sobre as minhas idas la, ele me perguntou se as pessoas não tinha o sotaque da montanha. Eu, claro, não percebi nenhuma diferença pois o meu sotaque é muito mais forte e meu ouvido não é acostumado com tais nuances do modo de falar. O unico sotaque que consigo distinguir é o do Sul da França, da região de Marseille que é tri cantado.

sábado, 20 de novembro de 2010

Quando a gente duvida se tomou a decisão correta...

Ontem ouvi o seguinte comentario da minha belle-mère: Fulano (prof de uma Universidade no Brasil) pensou que tu eras professora universitaria na França. Eu perguntei: porque? Ela: Ele achou que tu criticaste bem o trabalho de um aluno dele de mestrado. E ela, que estava junto naquela ocasião, complementa: Ah para, tu detonou com o trabalho do guri!!!
Enfim, não era minha intenção, queria ajudar mesmo, pois vi que alguns dados que ele apresentava estavam incorretos e indiquei o documento para ele consultar na internet e reformular o que ele tinha escrito. Ao mesmo tempo gostei de ouvir que ja posso passar por prof!

:D

Mal entendidos e a paranoia!

Ja fui acusada muitas vezes de ser paranoica e algumas vezes estava sendo mesmo. Quando uma pessoa me trata diferente, fala alguma coisa que não cai bem, ja fico imaginando mil razões para aquela mudança. Sempre acho que é algo pessoal comigo, sempre! Por exemplo, alguém que sempre me tratou bem, uma pessoa simpatica e querida, certo dia ela acorda de "ovo virado" e me fala mal. Na hora não reajo, obvio (faisca atrasadérrima), mas fico martelando o porquê da pessoa ter feito tal coisa.
O pior, é que na maioria das vezes não tem nada a ver comigo. Acontecem outras coisas nas vidas das pessoas que podem afetar o comportamento.
Aqui na França estou fazendo um exercicio otimo para controlar essa minha paranoia. As pessoas simplesmente se lixam. Não deu bonjour para o colega? Ele ta nem ai! O problema é teu. No outro dia ta tudo bem e vocês se falam normalmente. Nada que va tirar o sono de alguém.
Pois é, para mim na época em que cheguei isto era tão dificil, pois ficava sempre com a impressão de que ninguém gostava de mim, ou seja levava tudo para o lado pessoal. Agora estou amadurecendo neste sentido, prova disto é que uma colega da Universidade fara uma janta na casa dela com outros colegas e eu não fui convidada. Olhem a minha cara de preocupada, é sério, meu grau de desapego esta aumentando a niveis quase franceses. Como eles dizem aqui, "je m'en fous complètement" (tô nem ai!).

domingo, 14 de novembro de 2010

E agora, onde é o meu lar?

Este titulo não explica nada do post, mas eu vou tentar me fazer entender. O que quero dizer é que depois de um certo tempo morando fora fiquei com um sentimento de não pertencer a nenhum lugar. Assim, quando eu vou para o Brasil tenho saudades da minha casa  e das minhas atividades em Grenoble e quando estou na França, passo falando do Brasil, escutando musica brasileira para tentar compensar a falta que o meu pais me faz.
Acredito que eu esteja me adaptando bem, as vezes bate uma tristeza, um desânimo, mas depois a engrenagem faz com que eu retome a vida normal e esqueça um pouco o que eu deixei para tras no meu pais. Em conversa com uma amiga nordestina, ela, pelo contrario, nunca na sua vida se imaginaria morando na França para o resto da vida. Ela dizia que suportava morar aqui, mas so conseguia ser feliz no Brasil. E olha que ela casou com um francês e o convenceu de ir para o Nordeste com ela.
Para ela, os gauchos, grupo no qual me incluo, tem muito mais facilidade de adaptação. Eu não concordava muito até perceber que para ela era um martirio. E observando mais vi que grande parte dos nordestinos que eu conheci por aqui penavam muito em terras francesas.
Os acordos da Universidade de Grenoble com varias Universidades brasileiras fez com que a comunidade brasileira em Grenoble seja grande e assim eu conheci gente de todas as regiões do pais, mas na França.
Esse assunto apareceu pois vivo um questionamento muito grande que é sobre onde vou construir minha vida? O que farei apos terminar os estudos?
De alguma forma fico tentando achar argumentos tanto para ficar aqui quanto para voltar para o Brasil. Muita coisa me puxa a ficar aqui, mas claro que o fato do namorido querer morar na França e ainda ter 3 anos de estudos pela frente pesa muito na decisão. Ao mesmo tempo vejo com dificuldade a idéia de passar o resto da minha vida aqui. Não digo que isso não pode acontecer, mas teria que ceder muito, talvez mais do que eu esteja preparada. A lista esta encabeçada pela diferença de salarios entre professores universitarios da França e do Brasil, distância da familia...
Sera que sou uma gaucha "hors norme"? Sera que vou conseguir desenvolver essa capacidade de adaptação? Sera que conseguirei me readaptar a vida no Brasil se eu voltasse para la?

sábado, 13 de novembro de 2010

Cada louco que me aparece

Grenoble não é uma cidade tão pacata assim. Ontem decidi retomar o meu jogging apesar de uma dor insistente no tornozelo e na panturrilha esquerda. Fui para o parque as 18h15, ja é noite, mas com as lampadas e o outros corredores não pareceu ser perigoso. Eu estava super empolgada, fiz mais de 1h escutando tangos, forros e eletrônicos (meu gosto musical é muito variado!). é um otimo meio de descarregar a tensão, fui para o parque com o mundo nas costas e voltei levinha, levinha...
Ok, mas do que eu estava falando mesmo? Sim, desses loucos que chegam do nada. Eu estava passando do lado do estadio de futebol (Stade des Alpes) e eis que surgem dois rapazes e um abre e baixa as calças. Não acreditei, punaise, tive que trocar de caminho por causa desse maldito exibicionista. Não, não era para fazer xixi que ele baixou as calças era para mostrar toda a sua virilidade mesmo! E o pior é que era justo do lado do estadio, em um lugar bem iluminado e com varias familias passando quase do lado.
Não acho que ele fosse me atacar, mas acho super inconveniente quando essas coisas acontecem.

Canard à l'orange

Pois como tinha contado em um outro post, estou em um periodo gastronômico. Ontem o jantar na casa dos sogros incluia a famosa receita de pato com laranja. Eu adoro pato e adoro mistura de doce e salgado. O bom é que não é tão pesado como os pratos de montanha que são quase todos a base de queijo e batata.
Como eu também tenho la os meus dotes culinarios fui atras da receita e resolvi dividi-la neste espaço.

Ingredientes:
Um pato de 2kg
Sal
50g de cenoura em cubos
2 cebolas grandes cortadas em 4
4 laranjas





Para fazer o molho de laranja:
5 colheres de vinagre de vinho
2 colheres de sopa de mel liquido
200 militros de suco de laranja
40 militros de caldo de galinha


Modo de fazer:
1. Acenda o forno a 180°C
2. Tempere o pato e numa panela que vai no forno e deixe dorar levemente de todos os lados. Adicione as cenouras e as cebolas. Cubra a panela com uma tampa por 75-90 minutos. A cada 10 minutos virar o pato e molhe com o molho do cozimento.


O molho:
3. Tire lasquinhas bem finas da casca de laranja. Coloque estas tiras da casca em agua fria e depois deixe ferver (para tirar o gosto amargo).
4. Em uma frigideira coloque o vinagre e o mel e deixe engrossar. Um pouco antes de virar um caramelo, adicione o suco de laranja. Deixe engrossar mais um pouco (até reduzir pela metade) e adicione o caldo de galinha. Deixe cozinhar em fogo baixo durante 7 minutos e adicione as lascas da casca de laranja.

Sirva o pato cortado em pedaços e adicione o molho bem quente por cima. Pode decorar com pedaços de laranja.

Minha observação: se a historia de colocar no forno e regar a cada 10 min com o molho parecer muito complicada, acho que da para fazer uma versão simplificada com o pato cozido na panela.


Bon appétit




sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A tese

Faço parte de uma comunidade no orkut que tem uma descrição que se aplica totalmente ao meu caso. Existem dois tipos de pessoas, aquelas que falam contigo normalmente, sobre varios tipos de assuntos, que são simpaticas, queridas, enfim uns amores. Mas existem também aquele outro tipo, que tu evita de estabelecer qualquer tipo de conversação porque a mesma pergunta surge: e ai quando tu vais terminar a tua tese?
Eu odeio responder a isso. Eu não sei quando vou terminar. Gostaria que de responder, ja estou nas conclusões, termino este mês. Não, ainda estou longe desta parte. E justamente hoje pele enésima vez respondi gentilmente, que não tinha ainda um prazo definido, mas por dentro meus nervos me matavam. Ai como eu treino o meu auto controle. Deveria ter feito como uma amiga respondeu: Vamos trocar de assunto?
Para aqueles que não desejam ver o meu pior lado aflorar, fica a dica hahahaha.
Para os amigos e colegas que estão terminando a tese de verdade, meu sincero respeito, pois é uma dura caminhada.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Manter o peso no inverno: missão impossivel?

Bom, sou uma pessoa eternamente em busca do peso ideal. Não é aquele papo de mulherzinha que sempre precisa perder uns 3kg, no meu caso gostaria de perder uns 10kg. Sempre acho que serei uma pessoa melhor comigo mesma e com a minha aparência se o objetivo for conquistado. Acontece que
machuquei o tornozelo semana passada numa sessão de jogging no parque, desde então tenho evitado de forçar. Devo ter exagerado, eu me empolguei com as musicas do meu playlist e passei de 1h. Para alguém que estava correndo em média 30 min é forçar muito.
Isto não ajuda, ainda mais quando as temperaturas começam a baixar e as comidinhas caloricas entram no menu. Hoje fiquei naquele impasse, a dor não esta tão forte (apesar de constante), vou dar uma corridinha. Em seguida, esta chovendo e eu sinto um pouco de dor, pra que fazer isso comigo mesma?
Não fui, claro, mas fiquei morrendo de culpa.
Tenho que admitir que gosto de comer, gosto dos pratos franceses, ainda mais aqueles que misturam varios tipos de queijos. Sabem do que eu estou falando? Da fondue. O meu sogro preparou uma otima esta noite e para completar uma mousse au chocolat. E eu resisto a tudo isso? Não, obviamente.

Agora estou com uma digestão péssima e me sentindo infinitamente mais gorda culpada. E amanhã temos outro jantar e o prato principal sera pato com laranja. Quem manda ter um sogro que cozinha maravilhosamente.

Limites sendo testados

Hoje foi a primeira vez que conduzi na auto estrada e passei dos 100km/h. Parece uma experiência banal mas para mim não é! Eu e a minha "belle-mère" (significa sogra. acho mais bonito em francês que em português) fomos numa cidadezinha linda aqui perto de Grenoble chamada Voreppe. Nesta cidade ela morava com o os filhos quando eles eram pequenos. Um sobrado bem francês e com um patio enorme. Adorei!  é o meu sonho de casa, toda charmosinha, com flores, situada numa pequena villa (algo tipo um condominio, mas sem os muros altos, é um estilo mais convivial.
Meu estomago parecia uma maquina de lavar dada a minha tensão. Apesar de deixar o carro apagar numa lomba no centro do village, mais uma etapa completada. O legal é que quando passo por um trajeto mais dificil quando volto a dirigir em Grenoble, parece super facil. Ja reconheço os trajetos e fico bem mais tranquila.
Parece que o sol apareceu so para deixar o nosso passeio mais agradavel, pois logo depois uma chuva chata começou a cair.
Queria postar fotos, mas seria pedir muito de uma jovem condutora de pensar nisso enquanto dirigia. Por isso peguei estas no site da cidade (www.voreppe.fr)

Hoje aqui é feriado, armisticio da 1a guerra mundial, ou seja quando a guerra terminou e os paises envolvidos baixaram a guarda. Aqui guerra é um assunto muito sério. Varias homenagens são prestadas em todo o pais e soldados e ex-soldados - esses ultimos são hoje bem velhinhos - se encontram em cerimoniais. Aqui em Grenoble não foi diferente, vejo que para esses velhinhos é um momento de muita pompa, eles colocam os trajes tipicos, adotam uma postura distinta para receber as honras, é todo um ritual. Acho bonito de ver, apesar de ser contra guerras.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Confissões


Eu tenho que confessar uma coisa, não sou a pessoa mais aconselhada para falar sobre Ovnis, Et's e assemelhados. Morro de medo! Não sei se existem ou não, mas não quero imaginar a cena de eu andando de bicicleta no campus com um bicho desses na minha frente. é um recado especifico para o meu namorado que quer me fazer ter pesadelos inventando historinhas comigo encontrando serezinhos extraterrestres.

Déco

Hoje resolvi fazer a divulgação de um blog muito legal para quem curte decoração de interiores. A minha mãe trabalha com isso e tem muitas idéias interessantes para quem quer dar uma arrumada na casa.

Segue aqui o endereço do blog dela www.evasabbado.blogspot.com

Divirtam-se!

domingo, 7 de novembro de 2010

Opiniões politicas e xenofobia no Brasil

No ultimo domingo, fiquei muito feliz com a escolha da nova presidente do Brasil, Dilma Roussef. Apesar de ser acusada de ser partidaria e não ver os podres do PT, acho que o Lula fez um bom governo e que Dilma fara um melhor ainda. Pessoas proximas a mim que conhecem a nossa nova presidente eleita confirmam que ela é uma pessoa muito séria e que cobra resultados. Sera que não é a hora de limparmos de vez o pais dessa onda de corrupção generalizada? Missão impossivel onde a corrupção é moeda corrente em todos os niveis da sociedade?

Não quero convencer ninguém das minhas opiniões e talvez das minhas ilusões. Eh esperar para ver o que vai acontecer.

Agora uma coisa que me incomodou muito é de acusar as regiões norte e nordeste do pais de serem os "culpados" pelo retrocesso de termos eleito Dilma. Em primeiro lugar, houveram eleitores em todas as regiões, inclusive sul e sudeste, sem estes ela nunca teria sido eleita. Acusam os nordestinos, coitados sempre eles, de serem burros e pobres e assim terem escolhido o pior.

Para complementar com requintes de crueldade, houve uma onda de agressões verbais no twitter e outros meios de comunicação na internet. Uma das participantes pedia para fazer um favor para o pais, o de matar um nordestino afogado. Esta moça, de classe abastada, paulistana, apesar de cursar direito e querer ser advogada, não mediu a amplitude dos seus comentarios. Ela vai ser indiciada por racismo e incitação a violência e ao homicidio.

Na minha opinião, o problema de fundo esta na desigualdade social. O modelo senhor-escravo permance enraizado na sociedade. Hoje não existem mais escravos, mas existem pobres, e a inserção da população pobre na classe média consumidora representa um temor para a classe média alta e rica que não tem mais como se diferenciar dos pobres. Diria aquela dondoca: Que afronta aquele tipo de gente frequentando o mesmo shopping da moda ou talvez pegando o mesmo vôo para São Paulo.

Pensava que a elite era mais intelectualizada, mas percebo cada vez mais que a elite prova a sua extrema ignorância. Eu não sou nordestina, tento me informar o maximo possivel, tenho escolaridade superior, pertenço a classe média brasileira, então o argumento que nordestinos, burros e pobres votaram para Dilma não é valido, pois se estivesse no Brasil votaria nela certamente.

Pior ainda para quem é nordestino e que tem que ouvir, como ja é lugar comum, todas essas absurdidades, uma generalização e uma raiva que nunca achei que fossem tão presentes. Sobre esta parte tem o relato de um amigo recifense que descreve com um q de ironia as acusações contra os nordestinos.

Motivação e disciplina

Nunca fui super disciplinada, mas ao mesmo tempo tenho o senso de responsabilidade. Como duas posições tão contraditorias em uma mesma pessoa?
No colégio não faltava uma aula, mas as vezes deixava para estudar na ultima hora. No dia anterior às provas me matava estudando para garantir boas notas.

Isso funciona no colégio, mas não em outras atividades. Redigir uma tese não é compativel com deixar tudo para a ultima hora, pois é um trabalho de longo prazo. Então a cada dia ha de se render um pouquinho, nem que seja um artigo lido ou uma pagina escrita. Isso é um sonho pois na pratica não é bem assim que funciona. Tem dias que tenho pavor do meu estudo, tem dias que volto apaixonada para a redação... Bem voluvel, não aconselho este estilo de fazer tese para ninguém, preferiria ser mais disciplinada e manter a mesma motivação diariamente.

Para o esporte também não funciona, é a regularidade que traz resultados. Corria com uma certa frequência, 3 ou 4x por semana, depois diminui para 1 ou 2x, depois parei, agora retomo e vejo que ja não tenho a mesma resistência. Um dia gostaria de participar de uma meia-maratona, mas desse jeito ta feia a coisa. E olha que é uma atividade que me deixa muito bem, de bom humor, mais leve, e isso deveria ser uma alavanca de motivação, mas nem sempre rola. O dificil é passar daquele momento decisivo, vou, não vou, ta chovendo, vou amanhã ( e no fim não vou nem amanhã, nem depois).

Eu e o gato temos algumas coisas em comum

Não estou falando do gato gente, meu namorado, mas do gato animal, o Brucenildo, Brucecat, Nego Bruce (desculpa a população afrodescendente), seu nome oficial é Bruce Lee.
Ele é muito parecido comigo ou eu com ele, por exemplo, estamos os dois agora tentando perder os quilinhos extras acumulados ao longo dos meses. O gato faz dieta e eu também. O gato se exercita e eu também. Se ja perdemos alguma grama? Ninguém percebe.
Sou totalmente contra a me pesar na balança, acho um risco para o meu estado psicologico, pois dependendo do resultado posso entrar em sério estado de depressão. Ja bastam as vezes em que tenho que ir ao médico onde sou obrigada a me pesar e ainda a dividir essa informação com ele.
Larguei a academia, estava muito caro e fora do meu caminho, mas em compensação estou correndo umas duas ou três vezes por semana e vou todos os dias para o campus de bicicleta. Se a dieta esta firme? Mais ou menos, dou umas surrupiadas em alguns chocolates e biscoitos de vez em quando. O gato também as vezes pede com uma carinha tão coitadinha de quem esta morrendo de fome que acabo dando uma porção de ração extra.
Agora estou me fazendo de desligada para não me cobrar e nem dos outros resultados fisicos desejados. Meu namorado ja me falou e repetiu mil vezes que não aguenta mais me ouvir perguntar se estou gorda.

                                                                                                           *"Continue te esforçando, tu vais conseguir"

A procura de um "job" e o pensamento complexo

Não é bem um job que procuro, mas um verdadeiro emprego. Este ano postulei para um cargo de professor substituto na minha Universidade. Acontece que o sistema não me beneficiou, o modelo cartesiano predominante na organização das disciplinas e claro pistolão para alguns fez com que eu ficasse de fora. Eu me explico, faço Administração, mas não ha vagas para administração, ha vagas para administração de marketing, de recursos humanos, de finanças, de contabilidade, de sistemas de informação ou de estratégia. Bom, para mim que faço Administração estratégica so havia uma vaga, enquanto que para Marketing ou Finanças havia muitas vagas. A subdivisão da disciplina de Administração acaba com a visão global das organizações, cadê a transversalidade?
Passei por todas essas disciplinas antes de ter meu diploma de graduação e de mestrado em Administração, qual é a razão então de ter especialistas segmentadas por sub-area? Essa historia de divisão foi inventada por Descartes para o seu método cientifico e ja esta muito ultrapassado.
As vezes me pergunto porque não fiz economia como me disseram quando eu tinha 18 anos e estava prestando vestibular.
Fica a dica de leitura para quem esta no capitulo epistemologico da tese ou se interessa pelo estudo do paradigma da complexidade no lugar do modelo positivista cartesiano predominante.

Dirigindo por ai...

Na minha ultima viagem ao Brasil resolvi tentar eliminar varias pendências da minha vida. Claro que terminar a tese não foi uma delas e eu não produzi tanto assim. Mas entre outras coisas, tirei minha carteira de motorista. Um pouco tarde, pois ja tenho 29 anos, mas era algo que me incomodava o fato de não saber/poder dirigir. A primeira vez que fiz a auto escola eu tinha 22 anos. Na empolgação da juventude, paguei 500 reais na época e fiz umas 15 aulas. O problema todo é que não levava as aulas muito a sério, não me concentrava, não aprendi a fazer a bendita baliza, atendia o celular no meio das aulas e ficava de papo furado com o instrutor. Não, não sucumbi à tentação (sei que muitas ja passaram por isso). Por "n" razões, acredito que ainda não tinha maturidade para ser motorista. Tanto que não fui fazer o exame pois tinha certeza que iria rodar e acabei deixando os planos de dirigir para mais tarde.

Ultimamente, varias situações ja se apresentaram em q o fato de dirigir seria uma vantagem. A gota d'agua foi quando em uma viagem com uma amiga por alguns paises da Europa, não pude dividir a direção com ela. Fazia so cia mesmo, e me senti uma inutil por isso. Pensei em varios momentos que dirigir facilitaria muito a minha vida, apesar de não ter carro.

Foi assim, que logo que cheguei ao Brasil fiz minha inscrição na auto-escola. Porque não fiz na França? Ah, é bem mais caro e bem mais dificil, além do mais a carteira brasileira é valida em territorio francês. No total assisti as aulas teoricas em uma cidade, fiz as aulas praticas em outra. Tudo para poder termina-la em menor tempo possivel, minha mãe era a maior incentivadora do projeto Laura dirigindo e dizia que eu não ia embora sem carteira. A primeira prova foi em Ivoti, uma cidadezinha no interior do RS e cheia de lombas. Fui decidida de que so sairia de la com a carteira em mãos. Marquei a prova e rodei! Que m... Esqueci de colocar o cinto e depois não dei um dos piscas na hora de fazer a baliza. Meu instrutor disse que eu era a melhor aluna dele e naquele dia meu humor foi para as cucuias, fiquei brabissima comigo mesma!

O que faria, então? Passei a procurar outras auto escolas em outra cidade, agora em São Sebastião do Cai, onde mora a minha vo. La ao menos eu poderia ficar mais tranquila, cidade pequena, poucas subidas, e curtira um pouco a minha vo. E qual não é a minha surpresa ao saber que o instrutor foi colega de colégio do meu pai, conhece toda a minha familia, alias. Ali eu ja não mais aprenderia a dirigir, mas a conhecer o transito, as armadilhas, onde a sinalização esta meio apagada, onde tem buracos. Fiz algumas aulas para resolver esta parte e marquei a prova.

Acontece que ai o bicho pegou, tudo o que nao aconteceu antes da primeira prova aconteceu antes desta segunda prova. Nervosa fui correr no parque para ver se me acalmava. Adiantou um pouco, mas em seguida ja estava suspirando afim de controlar a tensão. E o pensamento que não me abandonava, e se eu rodar de novo? Minha vo foi a melhor cia neste momento, pois me dizia frases incentivadoras e me transmitia uma segurança que eu precisava muito. Uma frase que eu guardei foi " Tu não é uma mulherzinha para ficar com medo. Repete: -eu sou mais eu!". Além disso, ela ainda acendeu uma vela para a N. Sra. de Caravaggio para me dar sorte na hora do exame.

E la fui eu, controlando a respiração e repetindo internamente, não sou uma mulherzinha, não sou uma mulherzinha (algumas vezes saia em voz alta e de certo as pessoas me achavam louca). Minha perna tremia como uma taquara verde e eu so pensava como controlar a embreagem do carro se a minha perna esquerda não me obedecia mais. O instrutor foi otimo, super gentil e calmo. Puxou um papo ameno e eu so respondia sim e nao e respirava que nem uma gravida na hora do parto hhahhahhaha. Claro que ele ja deve estar acostumado com tudo isso, muita gente roda, muita gente fica nervosa. Em média, 50% das pessoas rodam na prova pratica.
Eu fiquei dentro desta estatistica, pois na primeira prova rodei, mas na segunda passei!!!

E fiquei tão feliz com esta conquista, agora significava que não passaria mais pelo constrangimento de dizer que não dominava a tarefa de dirigir. No Brasil pratiquei um pouco, até que não fui tão mal, mas andava como uma tartaruga. Depois disso, embarquei para a França sem saber ao certo quando eu iria praticar de novo. Foi quando minha sogra se ofereceu para me acompanhar em algumas voltas para que eu aprenda a dirigir de verdade, com mais velocidade, com mais atenção. Grenoble não é uma cidadezinha pequena, mas tem muitas ruas estreitas, muitos ciclistas, pedestres desatentos... é uma responsabilidade bem maior do que eu tinha no Brasil.

E faz uma semana que eu em algumas manhãs tenho dado uns rolés de carro com a Bia. O meu ultimo desafio foi fazer o trajeto no centro da cidade. Como é um cidade antiga tem ruas minusculas, pouco lugar para estacionar e muitos pedestres. Fui na cara e na coragem, fizemos três paradas para ela poder resolver as pendências dela e eu suando frio. Acho que a cada vez vou melhorando, mas ainda tenho medo de fazer bobagem. Meu lema é ser uma motorista responsavel.

So... What's up?

E o porquê deste blog? Não sei. Ele não tem uma finalidade precisa, somente senti necessidade de escrever novamente. O ultimo blog que eu tinha contava sobre as minhas descobertas na nova vida na França. Agora ja não são tão descobertas pois ja estou aqui ha pelo menos 4 anos.
Pretendo contar aqui sobre o que sinto vontade de dividir, coisas interessantes, viagens, quotidiano, banalidades... ou seja uma vida como outra qualquer.
Então decisão tomada, voilà c'est parti!