Essa época de final de ano esta uma loucura. Ainda não falei muito do
meu trabalho pois ha tanto a dizer que preciso de tempo para me
concentrar e poder explicar tanta coisa que foi acontecendo nesse ultimo
ano, ou primeiro ano de Rennes.
Por estar nessa bolha acabei não
aproveitando tanto uma das coisas que Rennes tem de bom, uma vida
cultural super dinâmica. E não estou me referindo somente à operas e
museus, como ja falei no post anterior, falo de concertos, de shows,
teatros.
Tenho uma turma de amigos bem internacional, dois deles
viveram muitos anos no Equador e me apresentaram uma dupla mexicana :
Rodrigo y Gabriela. Eles iam se apresentar em Rennes e me convidaram.
Fui sem nem saber o estilo, nada. Minha cabeça andava perdida com outras
coisas.
Quinta-feira, dia 11/12, me rendi à musica. Para quem
gosta de violão, é um prato cheio, são artistas inovadores. Tem que ver.
Aqui vai uma palhinha da dupla
domingo, 14 de dezembro de 2014
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
Contradizendo
Dizem que a chegada aos 30 é um marco no amadurecimento da pessoa. Eu não vi os 30 chegar, eles me atropelaram. Quando percebi, la estava eu com 30... Isso ha 3 anos atras. Ou seja, tenho agora 33, como dizem, a idade de Cristo. Mesmo eu não sendo fã das interpretações que esses livros sagrados tiveram nesses dois ultimos milênios, as referências religiosas ja são banalizadas nas nossas expressões. Eu e o JC temos a mesma idade, o que quer que seja que isso quer dizer !
Na verdade, quando completei 30 nem quis comemorar. Estava preocupada com outras coisas mais importantes do que a passagem de mais um ano. A unica coisa que me importava era a passagem do tempo para a minha tese de doutorado. Tinha que termina-la, o que fiz logo apos completar 31 anos. Depois a corrida era para achar um emprego na minha area e correspondente ao meu diploma, o que consegui logo apos completar 32 anos.
Agora, mais tranquila com a minha segurança psicologica e financeira (não querendo dizer que eu não precise de terapia nem que esteja com todas as dividas em dia!), as coisas começam a se estabilizar e a visão do todo se mostra de forma mais evidente. O que quero para mim ? Corro atras de que mesmo ? Os objetivos antes eram de médio prazo, terminar os estudos, obter um diploma e um bom emprego. Agora, preciso definir objetivos de longo prazo.
Lembro que tive uma sensação parecida no dia em que defendi a tese. Cheguei em casa e assisti todas as bobagens que passavam na televisão no horario da tarde, era um vazio que se criava e... Algo novo precisava ser criado!
O que ? Para ser mais exata, ou ao contrario, para não revelar nada, não sei. Uma coisa é certa, essa visão do todo, adquirida depois que é possivel pegar um pouco de folego antes de continuar, ajuda a redefinir prioridades e a concentrar tua energia.
Força, foco e fé, dizem os viciados em academia, mas não deixa de ser verdade.
Eu que sempre estudei a proximidade dos individuos nas empresas, agora valorizo o isolamento, o distanciamento para poder pensar por mim mesma, ou (que contraditorio!), me inspirar em outras influências da Bretanha.
Esse texto parece sem pé nem cabeça e me dou conta que... "entendendedores" pensam que entenderão... Finalmente escrevo para mim mesma, mas de maneira publica.
Contradições mil, mas quem nunca ?
Na verdade, quando completei 30 nem quis comemorar. Estava preocupada com outras coisas mais importantes do que a passagem de mais um ano. A unica coisa que me importava era a passagem do tempo para a minha tese de doutorado. Tinha que termina-la, o que fiz logo apos completar 31 anos. Depois a corrida era para achar um emprego na minha area e correspondente ao meu diploma, o que consegui logo apos completar 32 anos.
Agora, mais tranquila com a minha segurança psicologica e financeira (não querendo dizer que eu não precise de terapia nem que esteja com todas as dividas em dia!), as coisas começam a se estabilizar e a visão do todo se mostra de forma mais evidente. O que quero para mim ? Corro atras de que mesmo ? Os objetivos antes eram de médio prazo, terminar os estudos, obter um diploma e um bom emprego. Agora, preciso definir objetivos de longo prazo.
Lembro que tive uma sensação parecida no dia em que defendi a tese. Cheguei em casa e assisti todas as bobagens que passavam na televisão no horario da tarde, era um vazio que se criava e... Algo novo precisava ser criado!
O que ? Para ser mais exata, ou ao contrario, para não revelar nada, não sei. Uma coisa é certa, essa visão do todo, adquirida depois que é possivel pegar um pouco de folego antes de continuar, ajuda a redefinir prioridades e a concentrar tua energia.
Força, foco e fé, dizem os viciados em academia, mas não deixa de ser verdade.
Eu que sempre estudei a proximidade dos individuos nas empresas, agora valorizo o isolamento, o distanciamento para poder pensar por mim mesma, ou (que contraditorio!), me inspirar em outras influências da Bretanha.
Esse texto parece sem pé nem cabeça e me dou conta que... "entendendedores" pensam que entenderão... Finalmente escrevo para mim mesma, mas de maneira publica.
Contradições mil, mas quem nunca ?
terça-feira, 22 de abril de 2014
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Rennes, novo lar
A instalação Rennes ainda não esta completa, estou em um momento de transição apesar de ja estar aqui ha 4 meses. Tenho ido com uma certa frequência à Grenoble para encontrar meu par que ainda esta pelas bandas de la. 850 km nos separam e a situação não é facil!
Mas falando de coisa boa, Rennes é uma cidade super agradavel de se morar. Eu não conhecia antes de vir fazer a entrevista aqui. Parecia tão longe, laaaaa na Bretanha, aquela região meio isolada da França. Na verdade, ela não é tão isolada. Atualmente, Rennes fica ha pouco mais de 2h de Paris, mas daqui ha alguns meses deve reduzir o tempo para 1h15, apos as obras na linha do TGV (o trem de grande velocidade). Ou seja, da para dar um pulo em Paris, passar o dia e voltar a noite.
Outro ponto positivo da cidade é a proximidade com o mar. Isso faz com que as temperaturas não sejam tão baixas no inverno. Não querendo desmerecer Grenoble, mas sofri muito no ultimo inverno. O gelo que fica nas calçadas provocou três quedas daquelas, estilo video cassetada. Então, não acho ruim não ter neve por esses lados. Até que pode nevar, mas é algo raro pelo que me disseram. No verão nem preciso dizer que estar a 45 minutos da praia é algo excepcional. Em agosto fomos a duas praias aqui pertinho, Saint Malo, uma cidade medieval, antigo porto, ela é toda fortificada. Do lado ha uma outra praia chamada Dinard. Parece que é la que o Picasso ia tirar férias. As falésias e as trilhas são de tirar o fôlego. E é muito legal acompanhar os movimentos das marés, o mar sobe super rapido mesmo, tem que cuidar quando deixar as coisas na areia enquanto vai tomar um banho.

Proximidade com o mar também significa que temos frutos do mar de otima qualidade. Ostras, camaroes, peixes entre outros crustaceos que eu nao lembro o nome, são a especialidade local. Para quem gosta, como no meu caso, é um prato cheio. Outro prato da gastronomia bretã é a crepe. Ha dois tipos : a crepe com farinha branca, normalmente usada para as crepes doces e a crepe com farinha de "sarrasin" que é um trigo mais escuro e com um gosto mais forte, essa ultima é usada para os sabores salgados. As salgadas são feitas com frutos do mar, presunto ou uma linguiça tipica da região (andouille), pode-se colocar alho poro, ovo, espinafre, queijo e outros acompanhamentos. Para uma gaucha, o fato de não haver crepe com carne de gado é um ponto a ser melhorado. Fica a dica hehe. Especificamente em Rennes, ha o cachorro quente local que é feito com uma salsicha enrolada na crepe.
Continuando nas comidas, a parte dos doces é uma "tuerie" como diriam meus amigos franceses. Aqui se come MUITA manteiga. Aquela salgada, com graozinhos de sal grosso no meio da manteiga. Para se ter uma idéia, a paixão pela manteiga é tanta que se come pão com manteiga e nutella. Pra quê, meu Deus? Então os doces são feitos com muita manteiga, muito açucar e um pouco de farinha. O mais tipico é o Kouign Aman, um bolo feito com essa triplice aliança da gastronomia bretonne. Tem tb outras variações sobre o mesmo tema como o Far Breton, onde se adiciona gemas de ovo, e o Quatre-quart, um pão de lo com muita manteiga. Se um dia um bretão que lê português me vê falando assim das receitas deles, to frita... mas o que importa é que é muito bom. Por isso não compro mais, nem manteiga, nem bolos, pois não duram.
Mas o top do top dessa orgia culinaria é um caramelo local. O caramelo com manteiga salgada (caramel au beurre salé). Alguém me diga quem foi a criatura que inventou essa receita ? Eu amo em forma liquida para botar nas crepes, em forma de balinha de caramelo, do jeito que for. Também esta na lista dos produtos que não compro mais por puro medo de virar uma futura obesa.
Mas não é so de comida que se vive aqui. A cidade tem a peculiaridade de ter varios parques. Lindos!
O principal deles é o parque Thabor. Fica ha 10 minutos da minha casa e é enorme. Cheio de florzinhas, coleção de rosas raras, arvores centenarias, grama muito verde. O clima aqui é parecido com o da Inglaterra (não é a toa que a região se chama Bretanha), e essa humidade com chuva fininha quase todos os dias faz com que as flores e a grama tenham uma cor muito viva.
Além do parque Thabor, que no meu ponto de vista, ocupa o primeiro lugar dos parques que eu ja visitei, em uma competição acirrada com o parque Tête d'Or em Lyon, temos também o parque d'Oberthur. Uma versão menorzinha mas mais privativa, fica em uma zona residencial.
A cidade tem muitos estudantes que vem de toda a Bretanha, França e até de outros paises do mundo. Os bretões acham super internacional, mas depois de Grenoble onde 30% da população era estrangeira, acho Rennes so um pouco internacional. Isto de um ponto de vista de uma estrangeira que sou. Não achei nem a comunidade dos brasileiros em Rennes ainda, nem revendedora da Natura... Da para ver que enquanto a cidade não tiver conexão com o Brasil, para mim ainda é uma cidade interiorana. hehe
O que não quer dizer que a cidade tenha mentalidade interiorana. Isso que é interessante, apesar de ser em um pouco afastada, região agricola, etc as pessoas tem uma personalidade super aberta. Pelo menos, as que eu encontrei até agora. Tenho certeza que deve haver uma certa xenofobia, mas não senti. Em geral, achei as pessoas bem simpaticas, educadas e sorriem. Repito : SORRIEM! Quem mora nesse pais sabe que isso é qualidade rara. O legal é manter um semblante sério, tipo jogo do sério, o primeiro que rir perde. Como péssima jogadora, todo mundo devia me achar uma retardada que sempre sorria, mas aqui ja tive prova de que as pessoas não precisam ser mal-humoradas (ou sérias) para serem respeitadas.
Além disso, em termos culturais essa cidade de 200 mil habitantes tem teatros, operas, varios concertos, cinemas mil... E o povo vai, participa, vai nos cinemas, nas exposiçoes de arte... A vida cultural é muito dinâmica, ao mesmo tempo que ha 5km do centro da para ver as vacas e plantaçoes de brocolis.
Claro que nem tudo são rosas e o principal problema é o tempo cinza e pouco sol nessa parte norte da França. Complementando com a chuvinha fina varias vezes ao dia, da uma sensação meio deprê. Mas vamos nos habituando, petit à petit...
Sobre o meu trabalho ha muito o que dizer, ainda farei um outro post, mas por enquanto me limito a falar sobre as minhas primeiras impressoes sobre a cidade.
Mas falando de coisa boa, Rennes é uma cidade super agradavel de se morar. Eu não conhecia antes de vir fazer a entrevista aqui. Parecia tão longe, laaaaa na Bretanha, aquela região meio isolada da França. Na verdade, ela não é tão isolada. Atualmente, Rennes fica ha pouco mais de 2h de Paris, mas daqui ha alguns meses deve reduzir o tempo para 1h15, apos as obras na linha do TGV (o trem de grande velocidade). Ou seja, da para dar um pulo em Paris, passar o dia e voltar a noite.
Outro ponto positivo da cidade é a proximidade com o mar. Isso faz com que as temperaturas não sejam tão baixas no inverno. Não querendo desmerecer Grenoble, mas sofri muito no ultimo inverno. O gelo que fica nas calçadas provocou três quedas daquelas, estilo video cassetada. Então, não acho ruim não ter neve por esses lados. Até que pode nevar, mas é algo raro pelo que me disseram. No verão nem preciso dizer que estar a 45 minutos da praia é algo excepcional. Em agosto fomos a duas praias aqui pertinho, Saint Malo, uma cidade medieval, antigo porto, ela é toda fortificada. Do lado ha uma outra praia chamada Dinard. Parece que é la que o Picasso ia tirar férias. As falésias e as trilhas são de tirar o fôlego. E é muito legal acompanhar os movimentos das marés, o mar sobe super rapido mesmo, tem que cuidar quando deixar as coisas na areia enquanto vai tomar um banho.

Proximidade com o mar também significa que temos frutos do mar de otima qualidade. Ostras, camaroes, peixes entre outros crustaceos que eu nao lembro o nome, são a especialidade local. Para quem gosta, como no meu caso, é um prato cheio. Outro prato da gastronomia bretã é a crepe. Ha dois tipos : a crepe com farinha branca, normalmente usada para as crepes doces e a crepe com farinha de "sarrasin" que é um trigo mais escuro e com um gosto mais forte, essa ultima é usada para os sabores salgados. As salgadas são feitas com frutos do mar, presunto ou uma linguiça tipica da região (andouille), pode-se colocar alho poro, ovo, espinafre, queijo e outros acompanhamentos. Para uma gaucha, o fato de não haver crepe com carne de gado é um ponto a ser melhorado. Fica a dica hehe. Especificamente em Rennes, ha o cachorro quente local que é feito com uma salsicha enrolada na crepe.
Continuando nas comidas, a parte dos doces é uma "tuerie" como diriam meus amigos franceses. Aqui se come MUITA manteiga. Aquela salgada, com graozinhos de sal grosso no meio da manteiga. Para se ter uma idéia, a paixão pela manteiga é tanta que se come pão com manteiga e nutella. Pra quê, meu Deus? Então os doces são feitos com muita manteiga, muito açucar e um pouco de farinha. O mais tipico é o Kouign Aman, um bolo feito com essa triplice aliança da gastronomia bretonne. Tem tb outras variações sobre o mesmo tema como o Far Breton, onde se adiciona gemas de ovo, e o Quatre-quart, um pão de lo com muita manteiga. Se um dia um bretão que lê português me vê falando assim das receitas deles, to frita... mas o que importa é que é muito bom. Por isso não compro mais, nem manteiga, nem bolos, pois não duram.Mas o top do top dessa orgia culinaria é um caramelo local. O caramelo com manteiga salgada (caramel au beurre salé). Alguém me diga quem foi a criatura que inventou essa receita ? Eu amo em forma liquida para botar nas crepes, em forma de balinha de caramelo, do jeito que for. Também esta na lista dos produtos que não compro mais por puro medo de virar uma futura obesa.
Mas não é so de comida que se vive aqui. A cidade tem a peculiaridade de ter varios parques. Lindos!
O principal deles é o parque Thabor. Fica ha 10 minutos da minha casa e é enorme. Cheio de florzinhas, coleção de rosas raras, arvores centenarias, grama muito verde. O clima aqui é parecido com o da Inglaterra (não é a toa que a região se chama Bretanha), e essa humidade com chuva fininha quase todos os dias faz com que as flores e a grama tenham uma cor muito viva.
A cidade tem muitos estudantes que vem de toda a Bretanha, França e até de outros paises do mundo. Os bretões acham super internacional, mas depois de Grenoble onde 30% da população era estrangeira, acho Rennes so um pouco internacional. Isto de um ponto de vista de uma estrangeira que sou. Não achei nem a comunidade dos brasileiros em Rennes ainda, nem revendedora da Natura... Da para ver que enquanto a cidade não tiver conexão com o Brasil, para mim ainda é uma cidade interiorana. heheO que não quer dizer que a cidade tenha mentalidade interiorana. Isso que é interessante, apesar de ser em um pouco afastada, região agricola, etc as pessoas tem uma personalidade super aberta. Pelo menos, as que eu encontrei até agora. Tenho certeza que deve haver uma certa xenofobia, mas não senti. Em geral, achei as pessoas bem simpaticas, educadas e sorriem. Repito : SORRIEM! Quem mora nesse pais sabe que isso é qualidade rara. O legal é manter um semblante sério, tipo jogo do sério, o primeiro que rir perde. Como péssima jogadora, todo mundo devia me achar uma retardada que sempre sorria, mas aqui ja tive prova de que as pessoas não precisam ser mal-humoradas (ou sérias) para serem respeitadas.
Além disso, em termos culturais essa cidade de 200 mil habitantes tem teatros, operas, varios concertos, cinemas mil... E o povo vai, participa, vai nos cinemas, nas exposiçoes de arte... A vida cultural é muito dinâmica, ao mesmo tempo que ha 5km do centro da para ver as vacas e plantaçoes de brocolis.Claro que nem tudo são rosas e o principal problema é o tempo cinza e pouco sol nessa parte norte da França. Complementando com a chuvinha fina varias vezes ao dia, da uma sensação meio deprê. Mas vamos nos habituando, petit à petit...

Sobre o meu trabalho ha muito o que dizer, ainda farei um outro post, mas por enquanto me limito a falar sobre as minhas primeiras impressoes sobre a cidade.
sábado, 10 de agosto de 2013
Casei
Depois da correria que foi a busca de um emprego, final de ano na universidade e preparativos para o casamento, me dei de presente as primeiras férias de verdade depois de longos anos. Ou seja, um tempo para nao fazer nada, assistir séries, aproveitar o sol, e finalmente, escrever um pouquinho sobre o que acontece na vida fora do facebook e outras redes sociais.
Nunca fui a maior entusiasta do casamento, sendo que sempre achei lindas as cerimônias em que fui, mas pensava : Isto nao é para mim! Nao brinquei com a Barbie noiva, nao queria ser a princesa da Disney. Desde pequena me imaginava com uma profissao, filhos e um companheiro (nesta ordem), mas o vestido merengue nao estava nos meus planos.
Até que depois de quase 7 anos de vida em comum, depois de momentos dificeis e maravilhosos juntos, depois de muito stress com a tese, de aprendermos a conhecer um ao outro e, assim, amadurecer juntos, a decisão foi tomada : E ai, vamos casar?
Foi uma decisão conjunta e refletida e por isso nao houve pedido oficial. Nem mesmo aliança ou noivado. Filhos de pais separados, nos hesitamos diante do perigo de haver um divorcio mais adiante e de sofrermos com isso. Mas nao temos a mesma experiência que nossos pais tiveram e queremos construir uma historia juntos que seja diferente. Claro que ha um risco de nao dar certo, mas viver é isso, é correr riscos! Pode ser que dê certo também e apostamos nisso.
Dia 20 de julho de 2013 foi um dia muito especial pois disse "Sim" ou "Oui" com a voz tremida pelo choro para o cara que eu escolhi como meu companheiro de vida.
Nunca fui a maior entusiasta do casamento, sendo que sempre achei lindas as cerimônias em que fui, mas pensava : Isto nao é para mim! Nao brinquei com a Barbie noiva, nao queria ser a princesa da Disney. Desde pequena me imaginava com uma profissao, filhos e um companheiro (nesta ordem), mas o vestido merengue nao estava nos meus planos.
Até que depois de quase 7 anos de vida em comum, depois de momentos dificeis e maravilhosos juntos, depois de muito stress com a tese, de aprendermos a conhecer um ao outro e, assim, amadurecer juntos, a decisão foi tomada : E ai, vamos casar?
Foi uma decisão conjunta e refletida e por isso nao houve pedido oficial. Nem mesmo aliança ou noivado. Filhos de pais separados, nos hesitamos diante do perigo de haver um divorcio mais adiante e de sofrermos com isso. Mas nao temos a mesma experiência que nossos pais tiveram e queremos construir uma historia juntos que seja diferente. Claro que ha um risco de nao dar certo, mas viver é isso, é correr riscos! Pode ser que dê certo também e apostamos nisso.
Dia 20 de julho de 2013 foi um dia muito especial pois disse "Sim" ou "Oui" com a voz tremida pelo choro para o cara que eu escolhi como meu companheiro de vida.
segunda-feira, 3 de junho de 2013
O meu tour de France
Como eu havia explicado ha alguns posts atras, eu participei de uma seleção para poder me candidatar à um cargo de professora nas universidades francesas. Passei a primeira etapa e devia encara a segunda, onde tinha que me apresentar diante de uma equipe de jurados (professores) que iriam dizer em seguida se eu era apta ou não para trabalhar com a equipe deles. Em cada entrevista havia em média 8-10 candidatos (maximo 12, minimo 6) e o stress nas primeiras entrevistas beiravam niveis no limite do suportavel.
Toulouse (22/04). Ainda não conhecia essa cidade, a 4a maior da França depois de Paris, Lyon e Marselha. Tive uma sensação otima, curti muito o clima de la, acho que o sudoeste da França é uma das regiões onde as pessoas sao mais simpaticas. A começar pelos meus amigos Patricia e Luis que nao sao franceses, mas moram la. Eles me acolheram muito bem e me levaram para experimentar pratos tipicos. Nao foi dessa vez que eu experimentei o famoso cassoulet (feijao branco com pato) mas provei um canard confit (carne de pato cozida na panela) dos deuses. Esses momentos relax para conhecer a cidade, beber um bom vinho na cia dos dois foram fundamentais para eu nao ficar tao estressada. E isso eu estava e muito ! Imaginem a situação : entrevista de emprego. Agora imaginem que essa mesma entrevista nao é feita com a equipe de recursos humanos ou com o teu futuro chefe, mas com 16 professores sentados na tua frente ! Eu tinha que apresentar meus trabalhos durante 10 minutos e apos eu tinha 15 minutos de questões. Sobre tudo !! Sai de la com sensação de fracasso, pois estava muito tensa e gaguejei. Isso! Eu nao falo muito bem em francês quando estou nervosa ou cansada. A boa noticia é que descobri ha alguns dias que dos 9 candidatos presentes eu fiquei em 4o lugar. Essa classificação para mim teve gostinho de 1o lugar, pois foi dificil demais.
Volta para Grenoble : covoiturage (sistema de caronas pagas). Eficaz, barato e ecologico!
Next direction : Saint Nazaire (06/05). Entre Toulouse e Saint Nazaire eu tive um tempinho para descansar, pois essa foi no mês de maio. Peguei um voo de Lyon até Nantes e depois um trem até Saint Nazaire. Eu tive a sorte de ter uma amiga que era de la e assim pude ficar hospedada na casa dos pais dela. Isso faz toda a diferença pois pude conhecer a cidade antes de passar pela entrevista. Ao contrario de Toulouse, onde fiquei na frente do pc revisando mil vezes antes de me apresentar, em Saint Nazaire deicidi que iria fazer um pouco de turismo. Fui à La Baule (praia linda do lado de SN), passeei com eles pelo centro, pelo porto e até pelo distrito industrial (neste ultimo pude recuperar dados preciosos para apresentar na minha entrevista). Aprendi um pouco de historia, pois a cidade foi completamente arrasada durante a 2a Guerra assim como outros portos importantes na França. A presença do exército alemão ainda é muito recente e deixou marcas profundas nessa região. Apesar de serem como os bretões, oficialmente Saint Nazaire faz parte do Pays da Loire. Quanto à entrevista : o cargo não era muito interessante, era para ensinar logistica que nao é muito a minha area, mas ja vi que os professores eram bem mais acessiveis que em Toulouse. Ao invés de 16, aqui eram 6 professores. Clima convivial, perguntas interessantes e senti que eles apreciaram a minha prestação. Ainda não sei qual a minha classificação, mas sabendo que havia duas candidatas locais, tenho consciência que dificilmente serei a primeira colocada. O que me atraiu aqui foi o estilo da cidade na beira da praia, a proximidade de Nantes, cidade grande e com aeroporto e também a equipe de trabalho.
Terminada a entrevista fui direto para Nantes pegar o meu voo de volta. Briguei com a funcionaria da Easyjet que nao queria aceitar minha pequena mala na cabine. No final deu tudo certo, mas o stress foi desnecessario.
Depois de alguns dias em Grenoble me preparando para a terceira entrevista, fui para Clermont-Ferrand (10/05). Ha três horas de Grenoble, decidi ir de carro. Para isso, me inscrevi no site do covoiturage e aceitei a cia de 3 gurias que pagaram para ir comigo até Clermont Ferrand. Sobre o cargo : não era em Clermont Ferrand, mas em Montluçon, cidade minuscula ha 1h30 de CF. O cargo nao era muito na minha area, tb na area de logistica, fui sem muitas expectativas. Como não tinha certeza de como iria me sair nas outras entrevistas, ia em todas, mesmo naquelas onde as atividades nao me interessavam muito. A cidade de CF é muito bonitinha, é uma região de vulcoes (extintos) e os invernos costumam ser mais frios que em Grenoble. As pessoas não são especialmente simpaticas, vide que eu estive em Toulouse e em Saint Nazaire onde a simpatia é caracteristica local. A principal surpresa em CF foi que encontrei uma outra brasileira que também estava fazendo entrevistas. Rimos pois nao nos demos conta até eu perguntar, mas afinal, teu sotaque é daonde ? Quanto a entrevista : eu fui bem, estava muito segura de mim, mas tinha uma professora que era muito chata. Ela sabendo que eu nao era da area da logistica me perguntou como eu iria tratar meu primeiro curso de introducao a logistica para o primeiro ano da graduação. Eu respondi de maneira diplomatica citando alguns temas de base que eu me lembrava, mas que estaria aberta a sugestoes da equipe, pois teria que me adaptar ao modo deles. Ora, um curso se prepara bastante, nao em 5 segundos durante uma entrevista. No final, essa mesma prof deixou subentendido que ja havia muitas mulheres na equipe de Montluçon. Ao que me deu vontade de dizer, que otimo, entao vou embora.
Momento cara de pau : cheguei na entrevista quase sem bateria no celular e antes de começar pedi se poderia carrega-lo. No inicio nao quiseram, pois eu poderia estar gravando, mas a graça e simpatia brasileiras conquistaram a confiança dos jurados.
Curiosidade sobre Clermont-Ferrand : a empresa Michelin, do bonequinho branco, é de la.
Voltei de carro, dessa vez sem dar carona. 6 horas no mesmo dia foi bem cansativo.
De volta a Grenoble, tive que descansar um pouquinho, ou seja 1 dia sem fazer nada, absolutamente nada para me preparar para a etapa mais dificil do tour de France : o trajeto para Potiers (13/05).
Apesar de a França ter um sistema otimo de trens com os famosos TGV (trens super rapidos), certas regioes nao sao de facil acesso, ainda mais quando se mora longe de Paris. Pois esse foi o problema para ir para Poitiers. O trajeto iria me custar 300 euros passando por Paris (além do tempo do trajeto ser mais longo, passagens de ultima hora costumam ser bem caras). Assim decidi pegar o carro e encarar 6h30 de road trip. Observação : eu nao dirijo ha muito tempo e esse foi um super desafio. Claro que nao consegui fazer a viagens nas 6h 30, pois parava a cada 2horas para me esticar, beber um café, comer algo. No total demorei quase 8 horas. Chegando la, fiquei num hotel bem simples, mas o pior nao era isso, era que embaixo tinha um bar de bebado. Serio, tava muito podre, senao teria dado meia volta. Eu so queria um banho e cama fofa. Nesse ponto, o hotel era correto, chuveiro bom e banheiro limpo.
A cidade de Poitiers é muito bonita, é toda fortificada, com prédios super bem conservados. Decidi ir na entrevista a pé para conhecer um pouquinho mais. Maldita idéia, pois a cidade é para esportistas. So tem lombas e daquelas de cansar mesmo. Ainda bem que eu tive a maravilhosa idéia de ir de sapatilhas e colocar o salto na bolsa. Me senti como Uma secretaria de futuro (filme dos anos 80) andando pelas ruas de NY de tênis e colocando o salto no escritorio.
Ponto alto de Poitiers : o cargo me interessava muito, era em estratégia e desenvolvimento territorial. Ainda mais pois o clima era muito bom, havia uma mesa de pebolim na sala dos professores e a recepcao com café e bolo marcou muitos pontos. Eu presto atençao nesses detalhes. Nisso descubro que eles tem muitos projetos com o Brasil e que precisavam de alguém que estivesse disposto a trabalhar entre os dois paises. ai, ai ai !!! A entrevista foi boa, achei que tinha grandes chances, pois nao ha muitos candidatos com o meu perfil.
Depois recebi um balde de agua fria : me adoraram, mas me classificaram em 3o lugar. Ao menos conheci pessoas que trabalham sobre o meu tema e com o Brasil. Bons contatos com a diretora da faculdade que me contatou pessoalmente.
Sai rapidinho de Poitiers para encarar a proxima etapa : Pau (14/05). Sorry, mas nao é nenhum palavrão, é o nome da cidade mesmo e se pronuncia Pô. Ha 5 horas de viagem de Poitiers em direção aos Pireneus, cadeia de montanhas que separa a França da Espanha. Cheguei podre de cansada e fui direto para o hotel. na verdade nem deu tempo de conhecer a cidade pois minha entrevista era prevista para as 8h da manhã. O campus parece ser bem legal e os professores acessiveis. Fiquei com uma otima impressao. Eles estavam muito interessados com o meu perfil internacional e tb com o fato de me comunicar em espanhol (nao digo que falo, pois nao posso exagerar, mas a gente se entende). O problema de Pau é que apesar de ser um lugar tranquilo, agradavel, perto da montanha e da praia, é muito longe de tudo. A cidade mais proxima é Toulouse e o trajeto de carro até Grenoble é impraticavel. A minha volta duraria mais de 8 horas, por isso decidi fazer um pit stop em Toulouse, novamente na casa da Patricia e do Luis, antes de encarar mais 5h30 até Grenoble.
Segundo informações do comitê de seleção, em Pô eu fiquei em 3o lugar. Nada mal, sabendo que havia uma candidata local e uma outra que conhecia todo mundo.
Depois dessa etapa, tinha mais uma entrevista, agora com a Corsega (17/05). Hesitei muito se ia ou nao ia, pois é uma ilha e é complicado de chegar até a Universidade que fica nas montanhas. Além disso, o trajeto de trem e avião teria um custo alto. Estava quase certa de nao ir, até que tenho a brilhante idéia de perguntar se posso fazer a entrevista por videoconferência. E o pedido é aceito! Depois de tanta formalidade, confesso que fiquei surpresa. Esse cargo, apesar de ser numa area que eu adoro : PME e territorio, nao estava nas minhas prioridades. Alias, provavelmente recusaria caso fosse classificada em primeiro lugar. Assim, fiz sem stress nenhum e ai foi nesse momento que me dei conta que virei uma pro das entrevistas. Tirei de letra todas as perguntas feitas durante os 45 minutos. Foi longa, mas as questoes eram interessantes, nao pareceu tanto. Adorei a equipe, mas o diretor da faculdade fez o comentario no final : "Pensa bem antes de aceitar vir para ca, caso tu tenhas a escolha".
Não conheço o resultado da Corsega, mas acho que fui bem classificada.
Tudo ia se encaminhando para a ultima etapa : Direction la Bretagne! Essa foi a região onde mais tive entrevistas: Brest (20/05) e Rennes (22 e 24/05). Dada a distância entre Grenoble e Brest, fomos de avião. Digo no plural, pois desta vez fui acompanhada da Jessica, amiga e colega da faculdade de Grenoble. Ela ia fazer uma entrevista em Brest no mesmo dia que eu. Eu não sei explicar direito, mas me sinto em casa nessa região. Ja conhecia Brest de outros carnavais. Fui duas vezes de férias em Roscoff que fica ali perto e tinha que passar por Brest, e também em uma conferência em Brest. Reservei no mesmo hotel de sempre, mas com uma promo daquelas otimas na internet. Pegamos o melhor quarto, parecia estilo palacio. Acho que mereciamos, pois nos duas ja nao aguentavamos mais ficar viajando para essas entrevistas. Acho muito mais agradavel poder viajar com alguém junto, pois da para passear, conversar e isso ajuda a ficar menos estressada. Apesar que nos duas nao estavamos nem um pouco estressadas.
Porque Brest ? A cidade fica na praia, com agua gelada, mas é praia, é na região da Bretanha, tem aeroporto, os aluguéis sao beeeem baratos e o cargo me interessava. Pelo jeito ja da para perceber que o fato de o cargo me interessar nao é a unica variavel, é importante, mas tem todo um sistema a analizar (logistica, habitação, cultura, universidade). A Jessica foi pela manhã e não achou que foi bem. Eu tinha a minha entrevista a tarde. Os jurados eram quase os mesmos que ela teve pela manhã. Chegada a minha vez, depois de quase 2h de atraso, apresento os meus trabalhos. Os professores nao tem tempo a perder e cortam no ultimo slide dizendo que os meus 10 minutos haviam acabado. Dai vieram 5 minutos de questões sobre a minha vida pessoal e se eu realmente viria morar em Brest. Vi que para eles era so isso que interessava. Respondi mal, disse que viria mas que se nao desse certo na França talvez fosse para o Brasil. Ai tu vê que uma frase mal colocada estraga tudo. Nao tenho os resultados oficiais, mas acho que nao fui classificada.
A tardinha pegamos o trem para ir para Rennes.
No dia seguinte tinha a minha proxima entrevista em Rennes 1. Coloquei um numero, pois em Rennes tem duas universidades : Rennes 1 e Rennes 2. Ficamos hospedadas na casa do Franck, colega que fez a tese em Grenoble e que atualmente mora em Rennes. Ele foi muito querido, um otimo anfitrião e foi otimo poder reve-lo depois de tanto tempo. A essa altura do campeonato, eu ja estava chutando o balde, nao tava nem um pouco estressada com as entrevistas. No dia seguinte fomos os três para a faculdade e eu na maior cara de pau digo que quero tomar um café antes de ir para entrevista. Nao estavamos adiantado, logo iriam verificar se eu estava la, mas eu queria um café. Acabei falando para uma candidata : olha, vou ali embaixo tomar um café, qualquer coisa diz ai que eu volto daqui a pouquinho. Na verdade eu falei isso pois ja sabia que eu sempre ficava por ultimo, pois meu sobrenome começa com S. Nao foi por maldade, foi por ser sem noção mesmo. So sei que o pessoal me olhou com cara de quem é essa guria? Chegado o momento da entrevista eu apresentei tudo de maneira super tranquila, respondi tao bem as questoes que quase pensei, nem sou eu quem esta respondendo. Mas era, dei o melhor de mim! E sai de la confiante. So que dai o stress começou a tomar conta, pois eu estava aguardando a bendita ligação, a ligação que o presidente do jury faz para quem ficou em 1o lugar. Eu sabia que se em Rennes eu nao fosse a primeira, todos os outros queriam ir para la. Ou seja, sem chances.
De toda a maneira, comemorei uma boa entrevista, a melhor de todas. Fomos jantar em uma creperia e bebemos cidra. No dia seguinte pela manha, fico sabendo que fui eu a escolhida !!! Quanta alegria ! Liguei para todo mundo que eu podia porque nao sei ser discreta hehe.
Nesse dia aproveitamos para passear e conhecer Rennes. Eu ainda pensava se iria na ultima entrevista ou nao, na sexta, pois minha escolha ja estava feita, seria Rennes 1. Fui, né? Mas todos sabiam da minha classificacao, da minha preferência. Fiquei em 3o lugar em Rennes 2. De toda maneira, apresentar os trabalhos nessas entrevistas, mesmo naquelas que nao interessam muito é uma otima forma de se tornar conhecida, de desenvolver o networking.
Esses dias me ligaram com uma proposta de pos doutorado em uma universidade do sudoeste. Isto porque ficaram sabendo sobre as minhas tematicas de trabalho. Tive que recusar, porque prefiro ter um cargo fixo.
Faz alguns dias que terminei toda essa funçao, estou tentando repor as energias, mas tenho tido muito trabalho na minha volta a Grenoble. Preciso de férias urgente !
| Por onde andei... |
Toulouse (22/04). Ainda não conhecia essa cidade, a 4a maior da França depois de Paris, Lyon e Marselha. Tive uma sensação otima, curti muito o clima de la, acho que o sudoeste da França é uma das regiões onde as pessoas sao mais simpaticas. A começar pelos meus amigos Patricia e Luis que nao sao franceses, mas moram la. Eles me acolheram muito bem e me levaram para experimentar pratos tipicos. Nao foi dessa vez que eu experimentei o famoso cassoulet (feijao branco com pato) mas provei um canard confit (carne de pato cozida na panela) dos deuses. Esses momentos relax para conhecer a cidade, beber um bom vinho na cia dos dois foram fundamentais para eu nao ficar tao estressada. E isso eu estava e muito ! Imaginem a situação : entrevista de emprego. Agora imaginem que essa mesma entrevista nao é feita com a equipe de recursos humanos ou com o teu futuro chefe, mas com 16 professores sentados na tua frente ! Eu tinha que apresentar meus trabalhos durante 10 minutos e apos eu tinha 15 minutos de questões. Sobre tudo !! Sai de la com sensação de fracasso, pois estava muito tensa e gaguejei. Isso! Eu nao falo muito bem em francês quando estou nervosa ou cansada. A boa noticia é que descobri ha alguns dias que dos 9 candidatos presentes eu fiquei em 4o lugar. Essa classificação para mim teve gostinho de 1o lugar, pois foi dificil demais.
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| Centro de Toulouse, os prédios são rosados. |
Volta para Grenoble : covoiturage (sistema de caronas pagas). Eficaz, barato e ecologico!
Next direction : Saint Nazaire (06/05). Entre Toulouse e Saint Nazaire eu tive um tempinho para descansar, pois essa foi no mês de maio. Peguei um voo de Lyon até Nantes e depois um trem até Saint Nazaire. Eu tive a sorte de ter uma amiga que era de la e assim pude ficar hospedada na casa dos pais dela. Isso faz toda a diferença pois pude conhecer a cidade antes de passar pela entrevista. Ao contrario de Toulouse, onde fiquei na frente do pc revisando mil vezes antes de me apresentar, em Saint Nazaire deicidi que iria fazer um pouco de turismo. Fui à La Baule (praia linda do lado de SN), passeei com eles pelo centro, pelo porto e até pelo distrito industrial (neste ultimo pude recuperar dados preciosos para apresentar na minha entrevista). Aprendi um pouco de historia, pois a cidade foi completamente arrasada durante a 2a Guerra assim como outros portos importantes na França. A presença do exército alemão ainda é muito recente e deixou marcas profundas nessa região. Apesar de serem como os bretões, oficialmente Saint Nazaire faz parte do Pays da Loire. Quanto à entrevista : o cargo não era muito interessante, era para ensinar logistica que nao é muito a minha area, mas ja vi que os professores eram bem mais acessiveis que em Toulouse. Ao invés de 16, aqui eram 6 professores. Clima convivial, perguntas interessantes e senti que eles apreciaram a minha prestação. Ainda não sei qual a minha classificação, mas sabendo que havia duas candidatas locais, tenho consciência que dificilmente serei a primeira colocada. O que me atraiu aqui foi o estilo da cidade na beira da praia, a proximidade de Nantes, cidade grande e com aeroporto e também a equipe de trabalho.
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| A famosa ponte de Saint Nazaire que atravessa o estuario do rio Loire |
Terminada a entrevista fui direto para Nantes pegar o meu voo de volta. Briguei com a funcionaria da Easyjet que nao queria aceitar minha pequena mala na cabine. No final deu tudo certo, mas o stress foi desnecessario.
Depois de alguns dias em Grenoble me preparando para a terceira entrevista, fui para Clermont-Ferrand (10/05). Ha três horas de Grenoble, decidi ir de carro. Para isso, me inscrevi no site do covoiturage e aceitei a cia de 3 gurias que pagaram para ir comigo até Clermont Ferrand. Sobre o cargo : não era em Clermont Ferrand, mas em Montluçon, cidade minuscula ha 1h30 de CF. O cargo nao era muito na minha area, tb na area de logistica, fui sem muitas expectativas. Como não tinha certeza de como iria me sair nas outras entrevistas, ia em todas, mesmo naquelas onde as atividades nao me interessavam muito. A cidade de CF é muito bonitinha, é uma região de vulcoes (extintos) e os invernos costumam ser mais frios que em Grenoble. As pessoas não são especialmente simpaticas, vide que eu estive em Toulouse e em Saint Nazaire onde a simpatia é caracteristica local. A principal surpresa em CF foi que encontrei uma outra brasileira que também estava fazendo entrevistas. Rimos pois nao nos demos conta até eu perguntar, mas afinal, teu sotaque é daonde ? Quanto a entrevista : eu fui bem, estava muito segura de mim, mas tinha uma professora que era muito chata. Ela sabendo que eu nao era da area da logistica me perguntou como eu iria tratar meu primeiro curso de introducao a logistica para o primeiro ano da graduação. Eu respondi de maneira diplomatica citando alguns temas de base que eu me lembrava, mas que estaria aberta a sugestoes da equipe, pois teria que me adaptar ao modo deles. Ora, um curso se prepara bastante, nao em 5 segundos durante uma entrevista. No final, essa mesma prof deixou subentendido que ja havia muitas mulheres na equipe de Montluçon. Ao que me deu vontade de dizer, que otimo, entao vou embora.
Momento cara de pau : cheguei na entrevista quase sem bateria no celular e antes de começar pedi se poderia carrega-lo. No inicio nao quiseram, pois eu poderia estar gravando, mas a graça e simpatia brasileiras conquistaram a confiança dos jurados.
Curiosidade sobre Clermont-Ferrand : a empresa Michelin, do bonequinho branco, é de la.
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| Praça central de Clermont Ferrand, cidade simpatica, mas pessoas gélidas. |
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| O simbolo da cidade |
De volta a Grenoble, tive que descansar um pouquinho, ou seja 1 dia sem fazer nada, absolutamente nada para me preparar para a etapa mais dificil do tour de France : o trajeto para Potiers (13/05).
Apesar de a França ter um sistema otimo de trens com os famosos TGV (trens super rapidos), certas regioes nao sao de facil acesso, ainda mais quando se mora longe de Paris. Pois esse foi o problema para ir para Poitiers. O trajeto iria me custar 300 euros passando por Paris (além do tempo do trajeto ser mais longo, passagens de ultima hora costumam ser bem caras). Assim decidi pegar o carro e encarar 6h30 de road trip. Observação : eu nao dirijo ha muito tempo e esse foi um super desafio. Claro que nao consegui fazer a viagens nas 6h 30, pois parava a cada 2horas para me esticar, beber um café, comer algo. No total demorei quase 8 horas. Chegando la, fiquei num hotel bem simples, mas o pior nao era isso, era que embaixo tinha um bar de bebado. Serio, tava muito podre, senao teria dado meia volta. Eu so queria um banho e cama fofa. Nesse ponto, o hotel era correto, chuveiro bom e banheiro limpo.
A cidade de Poitiers é muito bonita, é toda fortificada, com prédios super bem conservados. Decidi ir na entrevista a pé para conhecer um pouquinho mais. Maldita idéia, pois a cidade é para esportistas. So tem lombas e daquelas de cansar mesmo. Ainda bem que eu tive a maravilhosa idéia de ir de sapatilhas e colocar o salto na bolsa. Me senti como Uma secretaria de futuro (filme dos anos 80) andando pelas ruas de NY de tênis e colocando o salto no escritorio.
Ponto alto de Poitiers : o cargo me interessava muito, era em estratégia e desenvolvimento territorial. Ainda mais pois o clima era muito bom, havia uma mesa de pebolim na sala dos professores e a recepcao com café e bolo marcou muitos pontos. Eu presto atençao nesses detalhes. Nisso descubro que eles tem muitos projetos com o Brasil e que precisavam de alguém que estivesse disposto a trabalhar entre os dois paises. ai, ai ai !!! A entrevista foi boa, achei que tinha grandes chances, pois nao ha muitos candidatos com o meu perfil.
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| Poitiers: lindinha, mas é tão longe... |
Sai rapidinho de Poitiers para encarar a proxima etapa : Pau (14/05). Sorry, mas nao é nenhum palavrão, é o nome da cidade mesmo e se pronuncia Pô. Ha 5 horas de viagem de Poitiers em direção aos Pireneus, cadeia de montanhas que separa a França da Espanha. Cheguei podre de cansada e fui direto para o hotel. na verdade nem deu tempo de conhecer a cidade pois minha entrevista era prevista para as 8h da manhã. O campus parece ser bem legal e os professores acessiveis. Fiquei com uma otima impressao. Eles estavam muito interessados com o meu perfil internacional e tb com o fato de me comunicar em espanhol (nao digo que falo, pois nao posso exagerar, mas a gente se entende). O problema de Pau é que apesar de ser um lugar tranquilo, agradavel, perto da montanha e da praia, é muito longe de tudo. A cidade mais proxima é Toulouse e o trajeto de carro até Grenoble é impraticavel. A minha volta duraria mais de 8 horas, por isso decidi fazer um pit stop em Toulouse, novamente na casa da Patricia e do Luis, antes de encarar mais 5h30 até Grenoble.
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| Cidade que apesar do nome estranho é otima. Onde achei as pessoas mais agradaveis. |
Depois dessa etapa, tinha mais uma entrevista, agora com a Corsega (17/05). Hesitei muito se ia ou nao ia, pois é uma ilha e é complicado de chegar até a Universidade que fica nas montanhas. Além disso, o trajeto de trem e avião teria um custo alto. Estava quase certa de nao ir, até que tenho a brilhante idéia de perguntar se posso fazer a entrevista por videoconferência. E o pedido é aceito! Depois de tanta formalidade, confesso que fiquei surpresa. Esse cargo, apesar de ser numa area que eu adoro : PME e territorio, nao estava nas minhas prioridades. Alias, provavelmente recusaria caso fosse classificada em primeiro lugar. Assim, fiz sem stress nenhum e ai foi nesse momento que me dei conta que virei uma pro das entrevistas. Tirei de letra todas as perguntas feitas durante os 45 minutos. Foi longa, mas as questoes eram interessantes, nao pareceu tanto. Adorei a equipe, mas o diretor da faculdade fez o comentario no final : "Pensa bem antes de aceitar vir para ca, caso tu tenhas a escolha".
| Infelizmente não deu para ir nessa ilha. |
Não conheço o resultado da Corsega, mas acho que fui bem classificada.
Tudo ia se encaminhando para a ultima etapa : Direction la Bretagne! Essa foi a região onde mais tive entrevistas: Brest (20/05) e Rennes (22 e 24/05). Dada a distância entre Grenoble e Brest, fomos de avião. Digo no plural, pois desta vez fui acompanhada da Jessica, amiga e colega da faculdade de Grenoble. Ela ia fazer uma entrevista em Brest no mesmo dia que eu. Eu não sei explicar direito, mas me sinto em casa nessa região. Ja conhecia Brest de outros carnavais. Fui duas vezes de férias em Roscoff que fica ali perto e tinha que passar por Brest, e também em uma conferência em Brest. Reservei no mesmo hotel de sempre, mas com uma promo daquelas otimas na internet. Pegamos o melhor quarto, parecia estilo palacio. Acho que mereciamos, pois nos duas ja nao aguentavamos mais ficar viajando para essas entrevistas. Acho muito mais agradavel poder viajar com alguém junto, pois da para passear, conversar e isso ajuda a ficar menos estressada. Apesar que nos duas nao estavamos nem um pouco estressadas.
Porque Brest ? A cidade fica na praia, com agua gelada, mas é praia, é na região da Bretanha, tem aeroporto, os aluguéis sao beeeem baratos e o cargo me interessava. Pelo jeito ja da para perceber que o fato de o cargo me interessar nao é a unica variavel, é importante, mas tem todo um sistema a analizar (logistica, habitação, cultura, universidade). A Jessica foi pela manhã e não achou que foi bem. Eu tinha a minha entrevista a tarde. Os jurados eram quase os mesmos que ela teve pela manhã. Chegada a minha vez, depois de quase 2h de atraso, apresento os meus trabalhos. Os professores nao tem tempo a perder e cortam no ultimo slide dizendo que os meus 10 minutos haviam acabado. Dai vieram 5 minutos de questões sobre a minha vida pessoal e se eu realmente viria morar em Brest. Vi que para eles era so isso que interessava. Respondi mal, disse que viria mas que se nao desse certo na França talvez fosse para o Brasil. Ai tu vê que uma frase mal colocada estraga tudo. Nao tenho os resultados oficiais, mas acho que nao fui classificada.
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| Brest sempre acolhedora, mas o tempo estava dificil. |
No dia seguinte tinha a minha proxima entrevista em Rennes 1. Coloquei um numero, pois em Rennes tem duas universidades : Rennes 1 e Rennes 2. Ficamos hospedadas na casa do Franck, colega que fez a tese em Grenoble e que atualmente mora em Rennes. Ele foi muito querido, um otimo anfitrião e foi otimo poder reve-lo depois de tanto tempo. A essa altura do campeonato, eu ja estava chutando o balde, nao tava nem um pouco estressada com as entrevistas. No dia seguinte fomos os três para a faculdade e eu na maior cara de pau digo que quero tomar um café antes de ir para entrevista. Nao estavamos adiantado, logo iriam verificar se eu estava la, mas eu queria um café. Acabei falando para uma candidata : olha, vou ali embaixo tomar um café, qualquer coisa diz ai que eu volto daqui a pouquinho. Na verdade eu falei isso pois ja sabia que eu sempre ficava por ultimo, pois meu sobrenome começa com S. Nao foi por maldade, foi por ser sem noção mesmo. So sei que o pessoal me olhou com cara de quem é essa guria? Chegado o momento da entrevista eu apresentei tudo de maneira super tranquila, respondi tao bem as questoes que quase pensei, nem sou eu quem esta respondendo. Mas era, dei o melhor de mim! E sai de la confiante. So que dai o stress começou a tomar conta, pois eu estava aguardando a bendita ligação, a ligação que o presidente do jury faz para quem ficou em 1o lugar. Eu sabia que se em Rennes eu nao fosse a primeira, todos os outros queriam ir para la. Ou seja, sem chances.
De toda a maneira, comemorei uma boa entrevista, a melhor de todas. Fomos jantar em uma creperia e bebemos cidra. No dia seguinte pela manha, fico sabendo que fui eu a escolhida !!! Quanta alegria ! Liguei para todo mundo que eu podia porque nao sei ser discreta hehe.
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| Meu novo lar : Rennes! |
Esses dias me ligaram com uma proposta de pos doutorado em uma universidade do sudoeste. Isto porque ficaram sabendo sobre as minhas tematicas de trabalho. Tive que recusar, porque prefiro ter um cargo fixo.
Faz alguns dias que terminei toda essa funçao, estou tentando repor as energias, mas tenho tido muito trabalho na minha volta a Grenoble. Preciso de férias urgente !
domingo, 2 de junho de 2013
Recapitulando
E ai que muita coisa aconteceu depois que eu parei de escrever por aqui. Nao recomecei a correr, infelizmente pois 2013 tem sido um ano bem movimentado.
Abril, fui para Inglaterra. Queria ter ficado mais tempo, mas foi otimo poder conversar so em inglês. Sempre tive esse plano para melhorar vocabulario, dicçao e entender melhor os britânicos. Ainda acho complicado o sotaque deles.
York é uma cidade linda, nem grande, nem pequena e onde as pessoas sao extremamente simpaticas. O custo da cidade é ok, nao achei tao caro quanto Londres e a familia que me hospedou foi nota 10! Além disso fiz alguns amigos espanhois e sul coreanos. Quero muito voltar quando o tempo e o dinheiro permitirem!
O plano era ficar até final de abril em York, mas tive que mudar meus planos pois fui convocada para uma entrevista na Universidade de Toulouse no final de abril. Foi um sufoco, pois sem internet na casa onde estava hospedada, quem fez tudo por mim foi meu chéri. Haja conta de telefone internacional, mas conseguimos achar algo nao tao caro e de ultima hora. Aviao até Paris e depois trem até Toulouse.
Comentarios sobre esse longo trajeto : os aeroportos britânicos sao super rigorosos com a "segurança" nos voos. Me revistaram, olharam até meus pés, minha bolsa passou 2x pelo raio x. Passei por momentos de desespero pois estava quase perdendo meu voo com tanta revista.
Aeroporto Charles de Gaulle em Paris. Malas, filas quilométricas e sensação que nunca vou conseguir sair desse labirinto. Depois de quase 7 anos na França nunca mais tinha posto os pés nesse aeroporto. Alias, tinha bloqueado, pois sempre o achei extremamente confuso e porque quando cheguei na França foi por la. A sensação de estar perdida em um lugar onde tu nao conhecia ninguém e mal falava a lingua me marcaram até hoje. Nao gosto, mas nem sempre podemos escolher quando se tem que chegar rapido em algum lugar.
Metro em Paris e malas : não combinam, definitivamente. Um dia vou poder viajar sem malas so com o cartão de crédito. Enquanto esse tempo não chega, sou bem sacoleira, levo a minha casa nas costas, mas ja houve progressos.
TGV Paris - Toulouse : 5 horas de puro descanso com paisagens lindas. O mundo inteiro deveria ter esses trens.
E assim começou o meu tour de France onde eu viajei por uma boa parte do hexagono...
Abril, fui para Inglaterra. Queria ter ficado mais tempo, mas foi otimo poder conversar so em inglês. Sempre tive esse plano para melhorar vocabulario, dicçao e entender melhor os britânicos. Ainda acho complicado o sotaque deles.
York é uma cidade linda, nem grande, nem pequena e onde as pessoas sao extremamente simpaticas. O custo da cidade é ok, nao achei tao caro quanto Londres e a familia que me hospedou foi nota 10! Além disso fiz alguns amigos espanhois e sul coreanos. Quero muito voltar quando o tempo e o dinheiro permitirem!
O plano era ficar até final de abril em York, mas tive que mudar meus planos pois fui convocada para uma entrevista na Universidade de Toulouse no final de abril. Foi um sufoco, pois sem internet na casa onde estava hospedada, quem fez tudo por mim foi meu chéri. Haja conta de telefone internacional, mas conseguimos achar algo nao tao caro e de ultima hora. Aviao até Paris e depois trem até Toulouse.
Comentarios sobre esse longo trajeto : os aeroportos britânicos sao super rigorosos com a "segurança" nos voos. Me revistaram, olharam até meus pés, minha bolsa passou 2x pelo raio x. Passei por momentos de desespero pois estava quase perdendo meu voo com tanta revista.
Aeroporto Charles de Gaulle em Paris. Malas, filas quilométricas e sensação que nunca vou conseguir sair desse labirinto. Depois de quase 7 anos na França nunca mais tinha posto os pés nesse aeroporto. Alias, tinha bloqueado, pois sempre o achei extremamente confuso e porque quando cheguei na França foi por la. A sensação de estar perdida em um lugar onde tu nao conhecia ninguém e mal falava a lingua me marcaram até hoje. Nao gosto, mas nem sempre podemos escolher quando se tem que chegar rapido em algum lugar.
Metro em Paris e malas : não combinam, definitivamente. Um dia vou poder viajar sem malas so com o cartão de crédito. Enquanto esse tempo não chega, sou bem sacoleira, levo a minha casa nas costas, mas ja houve progressos.
TGV Paris - Toulouse : 5 horas de puro descanso com paisagens lindas. O mundo inteiro deveria ter esses trens.
E assim começou o meu tour de France onde eu viajei por uma boa parte do hexagono...
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