quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Contradizendo

Dizem que a chegada aos 30 é um marco no amadurecimento da pessoa. Eu não vi os 30 chegar, eles me atropelaram. Quando percebi, la estava eu com 30... Isso ha 3 anos atras. Ou seja, tenho agora 33, como dizem, a idade de Cristo. Mesmo eu não sendo fã das interpretações que esses livros sagrados tiveram nesses dois ultimos milênios, as referências religiosas ja são banalizadas nas nossas expressões. Eu e o JC temos a mesma idade, o que quer que seja que isso quer dizer !
Na verdade, quando completei 30 nem quis comemorar. Estava preocupada com outras coisas mais importantes do que a passagem de mais um ano. A unica coisa que me importava era a passagem do tempo para a minha tese de doutorado. Tinha que termina-la, o que fiz logo apos completar 31 anos. Depois a corrida era para achar um emprego na minha area e correspondente ao meu diploma, o que consegui logo apos completar 32 anos.
Agora, mais tranquila com a minha segurança psicologica e financeira (não querendo dizer que eu não precise de terapia nem que esteja com todas as dividas em dia!), as coisas começam a se estabilizar e a visão do todo se mostra de forma mais evidente. O que quero para mim ? Corro atras de que  mesmo ? Os objetivos antes eram de médio prazo, terminar os estudos, obter um diploma e um bom emprego. Agora, preciso definir objetivos de longo prazo.
Lembro que tive uma sensação parecida no dia em que defendi a tese. Cheguei em casa e assisti todas as bobagens que passavam na televisão no horario da tarde, era um vazio que se criava e... Algo novo precisava ser criado!
O que ? Para ser mais exata, ou ao contrario, para não revelar nada, não sei. Uma coisa é certa, essa visão do todo, adquirida depois que é possivel  pegar um pouco de folego antes de continuar, ajuda a redefinir prioridades e a concentrar tua energia.

Força, foco e fé, dizem os viciados em academia, mas não deixa de ser verdade.


Eu que sempre estudei a proximidade dos individuos nas empresas, agora valorizo o isolamento, o distanciamento para poder pensar por mim mesma, ou (que contraditorio!), me inspirar em outras influências da Bretanha.

Esse texto parece sem pé nem cabeça e me dou conta que... "entendendedores" pensam que entenderão... Finalmente escrevo para mim mesma, mas de maneira publica.

Contradições mil, mas quem nunca ?







Um comentário:

  1. Oi Laura, gostei muito do teu texto. Eu acho que o que tu e o J.C. podem ter em comum é o gosto pelo vinho e talvez pelo pao também, mas tu sabe o profeta fazia ele mesmo o seu, Dos mais exigentes era o filho do patrao, Muito perfeccionista, porém isso nao o impediu de carregar uma cruz,ser cruficado e traido pelos amigos. Eu acho melhor ter so a idade em comum com o J.C. mesmo, o resto deixa para ele, hehehe. O isolamento pode ser bom, pelo que tu escreveu eu vejo mais um fechar de portas de um lado e um abrir de portas de outro. Beijos do irmao! Continue escrevendo e se contradizendo ta muito legal!

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