domingo, 2 de junho de 2013

Recapitulando

E ai que muita coisa aconteceu depois que eu parei de escrever por aqui. Nao recomecei a correr, infelizmente pois 2013 tem sido um ano bem movimentado.

Abril, fui para Inglaterra. Queria ter ficado mais tempo, mas foi otimo poder conversar so em inglês. Sempre tive esse plano para melhorar vocabulario, dicçao e entender melhor os britânicos. Ainda acho complicado o sotaque deles.
 York é uma cidade linda, nem grande, nem pequena e onde as pessoas sao extremamente simpaticas. O custo da cidade é ok, nao achei tao caro quanto Londres e a familia que me hospedou foi nota 10! Além disso fiz alguns amigos espanhois e sul coreanos. Quero muito voltar quando o tempo e o dinheiro permitirem!


O plano era ficar até final de abril em York, mas tive que mudar meus planos pois fui convocada para uma entrevista na Universidade de Toulouse no final de abril. Foi um sufoco, pois sem internet na casa onde estava hospedada, quem fez tudo por mim foi meu chéri. Haja conta de telefone internacional, mas conseguimos achar algo nao tao caro e de ultima hora. Aviao até Paris e depois trem até Toulouse.

Comentarios sobre esse longo trajeto : os aeroportos britânicos sao super rigorosos com  a "segurança" nos voos. Me revistaram, olharam até meus pés, minha bolsa passou 2x pelo raio x. Passei por momentos de desespero pois estava quase perdendo meu voo com tanta revista.
Aeroporto Charles de Gaulle em Paris. Malas, filas quilométricas e sensação que nunca vou conseguir sair desse labirinto. Depois de quase 7 anos na França nunca mais tinha posto os pés nesse aeroporto. Alias, tinha bloqueado, pois sempre o achei extremamente confuso e porque quando cheguei na França foi por la. A sensação de estar perdida em um lugar onde tu nao conhecia ninguém e mal falava a lingua me marcaram até hoje. Nao gosto, mas nem sempre podemos escolher quando se tem que chegar rapido em algum lugar.
Metro em Paris e malas : não combinam, definitivamente. Um dia vou poder viajar sem malas so com o cartão de crédito. Enquanto esse tempo não chega, sou bem sacoleira, levo a minha casa nas costas, mas ja houve progressos.
TGV Paris - Toulouse : 5 horas de puro descanso com paisagens lindas. O mundo inteiro deveria ter esses trens.

E assim começou o meu tour de France onde eu viajei por uma boa parte do hexagono...

domingo, 24 de março de 2013

Run Laura run!

Relendo outros blogs sobre emagrecimento, vida saudavel, vi que deixei um grande prazer de lado, a corrida.
Comecei timidamente em 2010, fiquei empolgada, quis correr mais que o meu joelho aguentava e acabei machucando. Resultado: 3 semanas de repouso e muita dor no joelho.
Mas isso nao foi suficiente para me fazer parar, a partir dai comecei a correr com uma certa frequência, no parque ou na academia. No ano passado, junto com algumas colegas do lab, corremos nossa primeira corrida em prol da pesquisa sobre o cancer de mama:  a Grenobloise, com um percurso de 6km. Adorei a sensação! Imagina correr com uma torcida te motivando ?
Agora, faz 4 meses que parei. E eu nao estou gostando disso. Sinto falta, mas com um inverno tao frio e cheio de neve nao senti muita empolgacao para calçar meu par de tenis. Outro dia, recebi um email de uma colega convidando para correr uma outra corrida com o mesmo objetivo : a Echirolloise. Ja topei, claro! Mas preciso ainda treinar muito para voltar a boa forma de antes. Decidi que se nao treinar, faço os 5km. Caso eu realmente leve o objetivo a sério, tentarei os 10km.
Afinal, com tantas preocupações nos ultimos tempos (emprego, mudar de cidade e casamento), o esporte so pode ajudar/

sábado, 23 de março de 2013

Casar ou não casar, eis a questão!

Ao contrario da idéia de que toda moça quando chega aos 30 queira formalizar a relação com o namorado, eu nunca tive o sonho de me casar, no sentido formal da coisa. Isto nao quer dizer que eu nunca tenha querido ter um companheiro, mas nao achava necessario ter que usar um vestido branco ou assinar um papel para isso.
Acontece que chegou a minha vez de passar essa etapa. Visto que eu nao sou uma cidadã européia e pretendo seguir minha carreira por aqui, preciso formalizar minha situação, ou seja, adquirir o visto permanente. Casando, o procedimento é bem mais facil. Existem outras maneiras, mas estou em um momento que prefiro casar do que enfrentar filas quilométricas e apresentar uma série de documentos que nunca sao suficientes para a burocracia da administração francesa.
Explicando desse jeito até pode parecer que não somos românticos (e nao somos mesmo, talvez eu um pouco), mas a idéia de casar começou a crescer. Do simples "tenho que assinar um papel" me vejo fazendo listas de convidados e imaginando que vestido usarei (ja adianto que nao sera branco). Claro que se minha familia estivesse aqui seria muito mais facil, mas como nao esta, farei algo bem simples, so para marcar o momento.
Uma amiga que era da mesma opiniao que eu, mudou logo depois que decidiu casar (no civil, somente). Ela me explicou que o fato de celebrar a uniao com as pessoas proximas, faz com que o casal fique mais unido. Talvez seja verdade, pois li ha alguns anos que na França casais que se casam no civil ou no religioso tendem a se separar menos do que casais que so moram juntos, mas que sao igualmente casados. http://tempsreel.nouvelobs.com/societe/20090422.OBS4299/un-enquete-exclusive-sur-la-sexualite.htmlhttp://tempsreel.nouvelobs.com/societe/20090422.OBS4299/un-enquete-exclusive-sur-la-sexualite.html

Assim veremos como vai ser a vida de casados. Ja comecei a ter surpresas do lado da alma gêmea que gostaria de trocar alianças !

terça-feira, 19 de março de 2013

Compliance

Fugindo dos topicos sobre emprego, universidade etc. Trago um assunto muito interessante tratado em um blog que eu leio com uma certa frequência. Baseado em fatos reais, o filme Compliance trata da submissão a autoridade levada a niveis extremos. Esta é uma realidade tao longe da nossa?
Boa leitura!

Via : http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2013/03/ate-onde-obedecer.html

Vi um filme perturbador esses dias: Compliance. É uma produção americana independente que fez relativo sucesso em Sundance no ano passado (veja o filme online com legendas).

Mas, se chegar ao Brasil, irá direto pro dvd, porque não tem atores famosos nem nada. Uma leitora me falou do filme, já faz tempo, e finalmente vou spoileá-lo pra você. Desculpa, é só que é difícil falar dele sem revelar um pouco do que acontece.
Compliance é uma palavra feita sob encomenda pro título, porque significa concordância, conformidade, obediência. E é disso que trata o filme. Começa com a gerente de uma lanchonete de fast food sendo insultada pelo fornecedor. A grande crise é que algum funcionário deixou um freezer aberto e eles perderam bacon e picles (imagina uma lanchonete sem esses ingredientes básicos do consumidor americano!).
No meio do expediente, a gerente recebe um telefonema no seu escritório: é um policial perguntando o nome de uma jovem funcionária loira. Ela teria supostamente roubado a carteira de uma cliente. Há provas e tal, segundo ele. E agora ele vai conduzir uma investigação e precisa da ajuda dela, da gerente.
Falou com a pessoa certa. Segundo Barbara Ehrenreich, não há ninguém mais conformista, mais puxa-saco do poder, que gerentes de lanchonetes. É o que ela afirma no seu livro Nickel and Dimed. Pra escrevê-lo, ela trabalhou durante poucos meses nos empregos que não exigem qualificação (diarista, garçonete, funcionária no Walmart). E ela chegou à conclusão que é impossível alguém sobreviver nos EUA ganhando 7 dólares a hora, que é basicamente o salário mínimo. Tem que ter mais de um emprego, senão não dá pra pagar o aluguel. 
Enfim, Ehrenreich conta que o gerente da lanchonete em que ela trabalhou não podia ver qualquer garçonete parada. Sentada, nem pensar. Ele imediatamente mandava a moça fazer alguma outra coisa, porque ficar sem fazer nada equivaleria a roubar dinheiro do empregador. E, pra piorar, quem disse que gerente ganha bem? Ganha só um pouco melhor que os funcionários que ele ajuda a explorar.
A gerente em Compliance não parece ser má pessoa, mas ela tem uma missão a cumprir: obedecer a quem manda e fazer com que seus subordinados obedeçam. Portanto, quando o policial, por telefone, pede pra que a gerente reviste a funcionária, ela obedece. Quando ele lhe pede para que a moça tire a roupa para ser revistada, ambas ficam sem jeito, mas concordam.
E o filme vai piorando, como se fosse um legítimo filme de terror. A funcionária tem que permanecer nua dentro da sala, mal coberta por um avental. E -- o policial insiste por telefone -- ela precisa ser vigiada. Como a gerente não pode ficar com ela o tempo todo, porque a lanchonete está cheia, ela deixa (seguindo as recomendações do policial) um jovem cozinheiro pra supervisioná-la. E ele também passa a seguir instruções.
A identificação é enorme. Quem vê o filme pensa: e se fosse comigo, eu iria concordar com a figura de autoridade na linha? Até que limite? Eu me rebelaria? E quando eu perceberia que aquele cara ao telefone não é policial coisa nenhuma?
O jovem cozinheiro se recusa a fazer o que o homem na linha manda. Mas sua preocupação com a colega acaba aí. Ele não tenta chamar a polícia pra comprovar a história, nem se intromete pra barrar o que virá em seguida. O mesmo com a sub-gerente, que mostra empatia pela moça, mas tampouco mexe um dedo para ajudá-la.
Enquanto isso, o homem na linha não para de elogiar a gerente –- como ela é cooperativa, como ela está ajudando, como ela manja do assunto. Ele pede que ela deixe algum outro homem tomando conta da garota. Ela deixa o noivo, um senhor de meia idade, que tinha saído pra beber umas cervejas com os amigos.
E aí a funcionária é estuprada. E o noivo está apenas cumprindo ordens.
Você vê o filme e começa a xingar a tela. Não, não é possível! Ninguém seria tão estúpido de cair num trote desses! E como o filme pode mostrar que tanta gente cai? Negativo, é pura ficção. Eles só podiam estar mentindo quando disseram que a trama era baseada em fatos reais.
Exceto que... é verdade mesmo. Tudo isso aconteceu. Uma reportagem de 2005 (sete anos antes do filme existir) descreve todo o horror. Um episódio de Law and Order: SVU com o Robin Williams usa o caso como pano de fundo. Ah, mas mesmo assim os realizadores de Compliance devem ter exagerado! Não. Há um vídeo gravado mostrando o que ocorreu naquela sala. E dá pra ver parte do vídeo nessa matéria de TV.
Pior: não aconteceu só uma vez. Em dez anos, houve 70 casos parecidos nos EUA. Suspeita-se do mesmo sujeito. Registros telefônicos indicam que nem sempre ele era bem sucedido. Às vezes tinha de ligar para dez lojas até que um gerente mordesse sua isca. Mas 70 morderam.
“Quando você aceita a autoridade de alguém, você se torna uma pessoa diferente. Você se preocupa mais em quão bem você está cumprindo ordens do que se elas estão certas ou erradas”, diz um psicólogo que foi biógrafo de Dr. Stanley Milgram, professor de Yale e responsável por um estudo famoso em 1961, que ele realizou para tentar descobrir por que tantos alemães seguiram ordens durante o Holocausto. 
Os participantes do experimento recebiam a ordem de um cientista, que lhes dizia que eles deveriam acionar um botão que dava eletrochoques num aluno cada vez que ele cometesse um erro. A voltagem aumentava a cada erro (o aluno era um ator e não sofreu choques, mas os participantes não sabiam). Apesar do desespero e das súplicas do aluno, quase dois terços dos participantes acionaram os choques. Simplesmente porque uma figura de autoridade os mandou fazer isso. É o bastante pra gente perder a fé na humanidade.
Vídeo real: moça ouve q será revistada
No caso do trote mostrado em Compliance há o componente de que empregados de lanchonetes estavam ávidos por concordar. Uma socióloga lembra que a qualidade mais valorizada num empregado de restaurante fast-food é a obediência. Sem discussão, certo?
Para um agente aposentado do FBI que serve como consultor contra trotes para a franquia Wendy's, “Você e eu podemos julgar essas pessoas como completas idiotas. Mas elas não são treinadas para usar o bom senso. Elas são treinadas para dizer e pensar, 'No que eu posso te ajudar?'”
Vídeo gravado; noivo da gerente
Pouco depois de deixar a lanchonete, o noivo da gerente ligou pro melhor amigo e disse: “Eu fiz algo terrivelmente ruim”. Na vida real, ele tinha 42 anos, dois filhos, era frequentador da igreja, e treinava equipes juniores de baseball. Quando seu amigo depôs, o descreveu assim: “Ele é um ótimo cara, um ótimo modelo pras crianças. Nunca teve sequer uma multa de trânsito”.
A gerente na vida real
Na realidade, o que Compliance expõe se passou num McDonald's, e a gerente rompeu o relacionamento com o noivo após ver o vídeo gravado no escritório. Nunca mais falou com ele. Ela foi suspensa e depois despedida por permitir a entrada de não-funcionários no escritório. Além disso, foi condenada a um ano de prisão. A pena pro ex-noivo foi de cinco anos. Mais tarde, a gerente processou o McDonald's, que não havia lhe comunicado sobre esse tipo de trote. Ela, que também se considera vítima, recebeu um milhão de dólares de indenização.
Vítima na vida real
Já a principal vítima, a menina, desenvolveu síndrome do pânico, insônia, depressão, e desistiu dos planos de cursar medicina. Evidentemente, ela também processou o McDonald's, que a responsabilizou no tribunal por não ter gritado ou saído correndo da loja, ainda que estivesse sem roupa. Não adiantou: em 2007 a franquia de fast food, que vale 19 bilhões de dólares, teve de pagar 6 milhões à moça.
O homem que fez a chamada, e que segue sendo o principal suspeito dos outros 69 trotes, foi absolvido. Ele alegou que não fez nada, além de falar ao telefone. A culpa foi de quem obedeceu.

sábado, 16 de março de 2013

Cherche un job!

Monotematica estou, so falo disso, preciso de um trabalho para o proximo ano escolar que começa em setembro. Enquanto isso preparo dossiers de candidaturas para varias universidades. Se fosse no Brasil diria que do Oiapoque ao Chui, mas aqui vai de Lille à Corsega.
Ando angustiada com a idéia de nao saber onde estarei daqui ha alguns meses, mas certamente o blog tera que trocar de nome pois Grenoble representa a época do doutoranda que ja terminou.
Nao trabalho com a hipotese de nao achar alguma universidade que me receba na sua equipe, mais va que...
Sera que tudo isso vale a pena ?

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

So British...

Como disse anteriormente, fui qualificada, mas subentendido esta que fui qualificada a procurar um emprego no sistema publico de ensino superior na França. Ou seja, posso enviar meu curriculo para as universidades que oferecem cargos na minha area. Como é o caso de todo jovem doutor (que termo mais ridiculo!), terei que fazer o tour de France. Durante duas semanas todas as universidades que estejam interessadas no teu perfil vão te chamar para as audições (entrevistas) diante de um jury podendo ter mais de 10 professores. Imagina como estarao meus nervos.
Além disso, como sei que o fato de ser estrangeira pode tanto jogar a favor, como também pode ser um aspecto bem negativo em uma França em crise, resolvi jogar a carta international networking. Sei que toda faculdade adoraria melhorar a sua visibilidade internacional através de parcerias com outras universidades, em particular com os paises emergentes como Brasil e China. Sei também que o francês tem dificuldade com linguas estrangeiras (padrão de francês, mas ha varias exceçoes).
Além disso, o pessoal jura que eu falo super bem inglês. Pode? Alguém ja me viu falando, dando aula em inglês? Nops. Eles acham isso somente porque eu sou estrangeira. Não quero decepciona-los e por isso resolvi que era hora de desenvolver minhas competências linguisticas. Se é para apostar em algo, vou apostar aonde tenho mais chances. Em uma situação de concorrência, é preciso encontrar nichos poucos ou mal explorados por seus competidores. A gente se adapta e fala inglês desde criancinha e sem sotaque carregado de preferência hehe!
Por isso comecei aulas particulares com uma professora otima da Africa do Sul. Falamos somente com sotaque britânico, pois somos chiques! hehe. E o que era para ser mais uma etapa a superar, esta sendo meu momento preferido. Estou simplesmente amando progredir, melhorar minha pronuncia, pegar fluência... Estou realmente muito empolgada!

PS: Enquanto isso, meu português vai de mal a pior. Desculpa pelo inumeros erros de escrita.

Qualificada estou !

Esse retorno do mundo dos doutorandos, férias e rencoontro com a familia e inicio à uma nova etapa nao tem sido facil. E uma transição muito grande. Enquanto que passei mais de 4 anos com mil prazos e cobranças, sem conseguir curtir plenamente momentos de descontração pois me sentia culpada por nao estar escrevendo ou coletando dados para minha tese, depois parece que se abre um buraco.
As férias no Brasil foram um momento importante desta transição, desse poder se dar o direito de aproveitar e no fundo pensar "porque eu mereço". (Plagio da propaganda da L'oréal, mas saliento que boicoto veementemente esta marca que faz testes com animais.)
Mas a volta ao mundo da universidade foi um pouco perturbada, me sentindo em uma zona incerta, nem doutoranda, nem professora confirmada. O que eu sou? Em que grupo me situo ? Nao estou mais no sofrimento da redaçao, mas também nao sou reconhecida como igual entre meus "colegas" professores. Eis que um professor dos mais confirmados me chama, Laura, jeune docteur, jovem doutora.
Pois é, nao achei meu lugar, minha motivação para produzir qualquer coisa estava abaixo de zero. Porque me dedicar por uma instituição que não me aceita e que ao menos vai me manter no ano que vem. Pois é, não havera cargos para novos professores para o proximo ano letivo na minha universidade. Eu sei como as coisas funcionam, sao redes de contatos, alguns protegidos, alguns pistolões e a engrenagem anda. Meus padrinhos não conseguiram abrir as portas para eu entrar. O que significa que estou por mim mesma e terei que ser reconhecida como tal.
Algumas varias semanas com a moral na ponta do pé e algumas boas novas me mostram que nem tudo esta perdido nesse mundo de muitas panelinhas e o famoso QI (quem indica). Fui qualificada no CNU (conselho nacional das universidades na França). Isto é, passei a primeira etapa para ser admitida em alguma universidade publica francesa. A taxa de aprovação na minha area, administração, é de 45%, até que não estou tão mal assim. Sem querer me vangloriar demais, tive uma avaliadora conhecida por sua rigidez. Oba!!
Ai, vou juntando os caquinhos da minha moral e ok, let's do it! Começo a trabalhar na valorização das minhas pesquisas, preparo relatorios, resumos de tese e toda esse bla bla que provavelmente nao interessa quem me lê.  Recebo um email de um dos meus avaliadores da banca "Laura, andei pensando no teu trabalho e o que tu achas de te candidatar ao prêmio de tese?". Hein?? Como assim, sério mesmo? Mais que depressa comecei a preparar um dossier (outro entre tantos que eu ja estou fazendo), infelizmente nao basta so mandar a tese, precisa preparar resumo das pesquisas, cartas de recomendaçao, relatorios dos avaliadores da banca, etc. Burocratico tudo isso, né?
Não sei se ganharei algo, mas o que importa que tudo isso me ajudou a melhorar minha estima. Sobretudo, minha confiança no trabalho que demorou tanto, que me impediu de tirar férias durante tanto tempo, que me impediu de ver a minha familia por 2 anos, mas que fiz com muita dedicação.
Como eu vi em um blog de uma jeune docteur francesa (http://lapinobservateur.over-blog.com/):
- Você esta qualificada, dizia o site.
- Ok, então eu sou oficialmente pesquisadora... procurando um emprego, se deu conta a jovem doutora.